Base de Alckmin segura mais uma CPI

Da Rede Brasil Atual

 

Obtenção de assinaturas e fila criada por deputados governistas dificultam implantação. Ferreira Pinto e grupos de extermínio seriam investigados


Por: Gisele Brito, da Rede Brasil Atual

 São Paulo – Desde o inicio de novembro, deputados estaduais do Partido dos Trabalhadores (PT) tentam conseguir ao menos 32 assinaturas entre deputados da Assembleia Legislativa para investigar as possíveis responsabilidades políticas pela escalada de violência no estado de São Paulo. Entre entre janeiro e outubro desde ano 3.345 pessoas foram mortas, número 11,62% maior do que o registrado no mesmo período de 2011, segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Até o momento, 28 deputados já deram respaldo para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI). O número corresponde a um limite histórico de adesões obtidos na atual legislatura para propostas de CPIs apresentadas por opositores à gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). Com maioria na Casa, os governistas têm conseguido impedir a implementação de investigações incômodas ao Palácio dos Bandeirantes.

 Além da dificuldade numérica, os opositores reclamam que, mesmo depois de criadas, as CPIs têm de furar uma espécie de bloqueio criado por deputados da base de sustentação de Alckmin. O regimento da Assembleia Legislativa só permite o funcionamento simultâneo de cinco CPIs. Logo nos primeiros meses da atual legislatura, 11 pedidos de investigação foram protocolados por deputados da base aliada. Assim, as propostas que conseguem o número mínimo de assinaturas ainda têm de esperar na fila. A relevância da maioria dessas investigações é questionada e a medida foi considerada uma manobra para impedir apurações propostas pela oposição.

 “É tudo brincadeira, só pra obstruir. Tem a finalidade clara de impedir o trabalho da oposição”, afirma o líder da bancada do PT, Alencar Santana. Ainda assim, o deputado espera conseguir instalar a CPI da Segurança Pública. “É um problema que está presente na sociedade. Está todo mundo sentindo. Então esperamos que os deputados governistas sejam sensíveis a necessidade dessa casa tomar uma providência”, afirma.

 Santana diz não ser possível garantir que de fato haja participação de policiais em grupos de extermínio. Porém, ele entende que a declaração dada esta semana pelo delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, de que algumas das pessoas mortas tiveram suas informações consultadas no banco de dados da polícia “levanta mais suspeitas”. “Não podemos afirmar, mas tudo indica que há esses grupos, eventuais milícias agindo. Pessoas querendo fazer justiça pelas próprias mãos ou se vingando. Mas não dá para afirmar”, avalia.

 Uma vez instalada, a CPI não teria a finalidade de realizar investigações criminais e apontar autores de crimes. “Nossa apuração é mais política. Não vamos apurar para penalizar. Vamos apurar as responsabilidades políticas da SSP e demais autoridades que foram omissas, que cometeram excessos, que deram ordens indevidas, sabiam e não tomaram providências e encaminhar para outros órgãos que possam tomar outras providências. Nós não podemos julgar criminalmente aqui.”

 Entre os principais alvos da investigação estaria o ex-secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que deixou a pasta quarta-feira (21). “O objetivo é apurar responsabilidade do secretário sobre tudo o que está acontecendo, em especial em relação à omissão, uma vez que ele tinha sido informado que poderiam ocorrer ataques a policiais e ele não fez nada. Negou que tinha sido avisado. Depois a própria Polícia Civil disse que havia avisado”, aponta.

Confiança em Alckmin despenca

Da Rede Brasil Atual

Pesquisa Datafolha mostra que aprovação ao governo tucano caiu de 40% para 29%; atuação na área de segurança é ruim ou péssima para 63%

 

São Paulo – Pesquisa Datafolha publicada hoje (25) pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que a maioria dos paulistanos não confia na Polícia Militar e menos ainda no governador Geraldo Alckmin (PSDB), no que se refere á escalda da violência na cidade e no Estado, em especial na Região Metropolitana de São Paulo.

Três em cada 4 paulistanos (ou 71%) acreditam que o governo estadual esconde informações sobre as mortes das últimas semanas. Ao mesmo tempo, 53% dizem sentir mais medo do que confiança na PM.

Como resultado, a aprovação de Alckmin, segundo a pesquisa, despencou de 40%, em setembro, para 29% agora. O levantamento foi feito na quinta-feira (22) com 1.082 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Nesse mesmo intervalo, o total dos que avaliam a gestão tucana como ruim ou péssima subiu de 17% para 25%. Para 42% o governo é regular – eram 42% em setembro.

Quando o tema específico é a atuação na área de segurança, a avaliação de ruim/péssimo de Alckmin sobre para 63% – maior do que a do governador Cláudio Lembo durante os ataques do PCC em maio de 2006 (56%). Na época, 154 pessoas morreram em oito dias.

Ainda de acordo com o jornal, esses de 63% são o pior resultado desde 1997. Há 15 anos, quando Mário Covas (1930-2001) governava o Estado e os homicídios também se multiplicaram, ele recebeu avaliação de 57% dos entrevistados.

Alckmin é responsabilizado diretamente pela crise, segundo o levantamento. Para 55% dos paulistanos, ele tem muita responsabilidade sobre os ataques – o mesmo índice atribuído ao comando da Polícia Civil.

A presidente Dilma Roussef (PT) é apontada por 39% como alguém que teve muita responsabilidade sobre a onda de violência.

Apesar de algumas rádios e emissoras de TV nunca pronunciarem o seu nome, o PCC é conhecido por 98% dos paulistanos, informa a pesquisa.

 

Em SP novo incêndio em favela

Do Luiz Nassif

 

Por Sanzio

 

Mais um incêndio em favela de São Paulo

 

Mais um incêndio em favela em São Paulo, na noite desta quarta-feira, 14/11/2012. Desta vez próximo ao viaduto Aricanduva, na Penha, zona leste da cidade. Mais de 100 barracos foram totalmente queimados. Chama a atenção o fato de o tempo na cidade estar frio (15ºC) e úmido, com chuvas o dia todo.Este já é o 65º incêndio em São Paulo neste ano, recorde histórico. As fotos podem ser vistas no álbum UOl. Clique aqui.