Zé Geraldo no Dia do Trabalhador

Do site da Prefeitura da Estância Turística de Salto

Zé Geraldo faz show em Salto no Dia do Trabalhador

Banda Balaio Bento abre o show às 19h, no Pavilhão das Artes
Para comemorar o Dia do Trabalhador, 1º de maio, quarta-feira, a Prefeitura da Estância Turística de Salto, por intermédio das Secretarias Municipais da Cultura e Turismo e dos Esportes, preparou uma programação especial que contará com a Corrida do Trabalhador e shows com o cantor Zé Geraldo e Banda Balaio Bento, no Pavilhão das Artes na Praça Deputado Archimedes Lammoglia.
A Corrida do Trabalhador tem largada prevista às 8h40, no Pavilhão das Artes. Os atletas interessados, acima de 16 anos, devem realizar a inscrição até o dia 26 de abril, na sede da Secretaria dos Esportes na Av. D. Pedro II, nº 17, Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h. Mais informações pelo telefone (11) 4029-3025 ou pelo e-mail: esportesalto@gmail.com A abertura da Olimpíada do Trabalhador Saltense está agendada para o dia 4 de maio, sábado, às 16h, no Ginásio Municipal de Esportes “João Sebastião Ferraro”.
 Já o show com o cantor Zé Geraldo está programado para às 20h30, com abertura pela Banda Balaio Bento às 19h. A história oficial de Zé Geraldo na música começa em 79, com o lançamento de seu primeiro LP, “Terceiro Mundo”, que traz a faixa “Cidadão”, um dos maiores sucessos de sua carreira. Mas antes disso, burilou sua música durante cerca de oito anos tocando em bailes, bares e festivais. Durante o show, o artista relembra grandes momentos de sua carreira, passando por hits autorais como “Senhorita”, “Como diria Dylan”, “Milho aos pombos” e, claro, “Cidadão”.
A banda Balaio Bento, através da originalidade nas cadências das músicas, procura debater as diversas tendências musicais do cenário brasileiro. Com repertório originalmente brasileiro que vai do samba do morro à nova música popular brasileira, o show é cheio de surpresas e interação com o público que cada vez mais se identifica e faz parte como um todo.

Singelas posições

Nesta triste manhã de domingo quando nos deparamos com uma tragédia horrenda no interior do Rio Grande do Sul, onde mais de 180 pessoas morreram no incêndio de uma boate, quero expressar alguns pensamentos que ocuparam minha mente nos últimos dias.

Estamos chegando ao final do primeiro mês da administração Juvenil e Jussara com muitas esperanças de realizações e várias ações que apontam para esse caminho. Entretanto o que gostaria de refletir é sobre o estilo de governo e um pouco das heranças recebidas. Um dos comentários que mais observo é: “o Juvenil foi vice por oito anos… deveria saber tudo o que estava acontecendo lá…”. Esse é um comentário que enseja uma série de reflexões por si só.

É verdade: Juvenil foi vice-prefeito por oito anos. Fomos secretários desse mesmo governo por sete anos, até o desfecho conhecido por todos. Todavia, o que muitos não querem admitir (e cada um tem seus motivos) é que vivíamos um governo de coalizão, onde grupos distintos administravam a cidade, a ponto de nas vésperas das eleições o ex-prefeito optar por um deles. Isso quer dizer uma coisa bastante simples: os grupos mantinham seus objetivos e ações a partir daquilo que acreditavam sem a interferência e/ou ingerência dos outros grupos. Por conta disso fica mais simples de entender o fato de muitas das heranças recebidas não serem do conhecimento dos que agora estão no comando. E é sempre bom destacar que os maiores poderes de decisão estavam nas mãos do grupo que teve o apoio do ex-prefeito. Disso, creio, não existe dúvida alguma.

Os que cobram do atual prefeito um conhecimento amplo daquilo que aconteceu no governo anterior talvez não tenham a dimensão do que é uma administração pública, que movimenta um orçamento de mais de duzentos milhões de reais e um contingente de mais de 2500 pessoas. Não existe a menor possibilidade de alguém saber ou acompanhar todos os procedimentos que isso envolve. Por isso o sentido de equipe é fundamental. Esse conceito, no antigo governo, era diminuido por conta dos grupos existentes. Não tínhamos e nunca fomos ouvidos no que diz respeito a gestão de recursos ou mesmo a gestão de materiais e contratos, o que em si já denota um imenso volume de trabalho.

Outros, como também já li, afirmam que “houve uma transição tranquila, como todos declararam… como agora ‘aparecem’ coisas que não se sabia?”. Sou testemunha de que a transição foi tranquila. Ninguém tem dúvida disso. Aliás um marco na história de nossa cidade: a civilidade nas questões políticas. Entretanto, da tranquilidade para a transparência total existe um longo caminho.  O que pedimos e solicitamos tivemos sempre em mãos, não resta dúvida. Todavia, em alguns casos (pequenos mas estratégicos), as informações tiveram problemas conceituais, como o caso da dívida ou não dívida (que certamente será objeto de análises externas).

Tranquilidade não quer dizer perfeição.

Outra reflexão é em relação ao estilo do novo governo: democrático, transparente, aberto, voltado para as pessoas, preocupado com a periferia da cidade e com seus servidores. Não é possível uma comparação rasa entre o atual governo e o anterior nesse aspecto. O último governo teve muitas qualidades, não resta nenhuma dúvida. Mas pecou pela falta de transparência, pelo descuido com a periferia e com seus servidores. Aspectos que internamente sempre foram motivos de tensão entre os grupos então existentes.

O projeto da PREFEITURA NOS BAIRROS, sem dúvida alguma será o grande referencial e o diferencial com todos os governos que até agora passaram pela nossa prefeitura. No próximo final de semana teremos o primeiro local recebendo esse projeto: o Jd. Marília, que não foi escolhido a esmo. É sem dúvida alguma uma das regiões mais carentes e esquecidas de nossa cidade. E um governo que se preocupa com sua gente e com sua periferia não poderia deixar de estar lá.

Outras ações farão muita diferença em relação aos governos anteriores, como a Comissão Permanente de Negociação com os servidores, as audiências públicas, as conferências e tantos outros instrumentos e referenciais a serem vividos.

O que não podemos é nos levar por análises superficiais e singelas que não percebem os contextos políticos e de gestão nos diferentes governos que existiram em nossa cidade. A continuidade existirá sim naquilo que foi bom e positivo para a cidade. Todavia o governo é outro, com objetivos muito claros para a cidade. Objetivos que ouso dizer ainda não fizeram parte da história de Salto.

A posse e a conjuntura

Estamos chegando ao dia em que um novo governo se instalará em nossa cidade. No dia 01 de janeiro de 2013 – daqui 9 dias – o governo JUVENIL e JUSSARA assumirão nossa prefeitura, numa eleição que concretizou o mandato com praticamente 60% dos votos.

O novo ingrediente é o fato de o PT – Partido dos Trabalhadores – assumir a prefeitura agora de forma plena, com um arco de alianças que sempre apoiou suas metas.

Como participante de grande parte do governo que se encerra, militante e candidato nas eleições de 2012 e agora pertencente à equipe de transição dos governos representando aqueles que assumirão, confesso hoje algumas preocupações. Evidente que muitas esperanças e certezas existem (e certamente falarei delas). Mas hoje quero me ater às preocupações.

Não é novidade para ninguém que as eleições de 2014 estão na pauta nacional há algum tempo. Por conta disso a oposição ao governo federal (desgastada e por enquanto sem proposta ou rumo) vem se consolidando em alguns segmentos sociais, principalmente aqueles ligados à grande imprensa e meios de comunicação. Por várias vezes demonstrei nesta página o furor e a “gana de sangue” daqueles que resolveram imputar ao PT uma face diabólica – muito parecida com o que se fez com o partido comunista nos idos do golpe de 64. Alguns mais pessimistas sentem no ar um clima de golpe, aliando os movimentos da mídia com os segmentos mais reacionários do poder judiciário, transformado no grande baluarte da “moral e dos bons costumes”. O julgamento do chamado “mensalão” foi (e aqui não é preciso ser pessimista nem otimista) sem dúvida o palco que alimentou e ainda alimenta as tentativas de demonizar o PT. Também demonstrei várias vezes as diferenças de tratamento no que diz respeito às acusações que envolvem o PT e as acusações que envolvem os partidos mais a direita. A chamada “Privataria Tucana” até agora não teve nenhuma preocupação por parte do nosso judiciário, que em casos idênticos batizados de “mensalão” teve tratamento distinto: no do PT todos foram julgados pelo STF e no do PSDB os julgamentos estão acontecendo (ou deveriam estar acontecendo) nas instâncias anteriores ao STF (o que é normal em nosso sistema judiciário).

O que reforça o militante de nosso partido são os resultados eleitorais que, independente de todos esses movimentos, foram altamente positivos em todo o país em 2012. Além dos resultados eleitorais, a aprovação do governo Dilma e de sua forma de gestão, são outros fatores que fortalecem essa militância. Tanto que hoje o esforço da grande mídia é tentar desvincular Dilma de Lula, como se isso fosse possível.

Entretanto, como sempre, não podemos subestimar o poder das grandes oligarquias concentradas em alguns segmentos da sociedade. Apesar de serem minorias, tem instrumentos de persuasão bastante grandes. E como a história ensina, as ditaduras principalmente em sua “implantação” dependem muito do apoio popular. Se teremos novas ditaduras (acho pouco provável) não sei. Mas o retrocesso poderá vir com o retorno das políticas mais a direita que sempre privilegiaram as castas desse nosso país.

Mas o que tem tudo isso a ver com a posse de JUVENIL e JUSSARA no próximo dia 1°?

Diria eu até algumas semanas atrás que nada. Hoje não sei. As leituras dos jornais das últimas semanas tem trazido alguns pontos de preocupação. Enquanto se enaltecem os aspectos positivos do atual governo (que não são poucos, reconheço) e abre-se espaço para registrar planos mirabolantes, principalmente no setor de turismo, deixa-se passar ao largo coisas muito preocupantes. A liberação na última semana de mais de 2000 novos lotes em novos loteamentos é uma delas. Ninguém questionou, ninguém sabe se existe infraestrutura para tais loteamentos, se o sistema de abastecimento de água está garantido para eles, ou mesmo acessibilidade. Outra questão preocupante é a situação de nosso meio ambiente que pouco ou quase nada é questionado. O índice FIRJAN foi largamente comentado e valorizado (e concordo com isso), mas o fato de cairmos 4o posições no Selo Verde Azul do governo do estado foi simplesmente mais uma notícia. Não causa espanto.

Agora, o que me deixou bastante preocupado foi uma frase jogada em um dos editoriais deste final de semana: “A torcida é para que o governador garanta sua construção (da Ponte Estaiada), pois com a mudança do governo municipal, assumindo um prefeito do PT, não se pode prever o que pode acontecer.”.

O que quer dizer essa frase? Que o PT na prefeitura de Salto não respeitará o que existe de contrato firmado com o governo do estado? Que o PT simplesmente deixará de cumprir os compromissos com a tal Ponte Estaiada? Ou ela tem significados mais profundos que isso? Será que estamos contaminados por essa parte (minoritária) da sociedade brasileira que demoniza o PT?

Não acredito sinceramente nisso. Entretanto a frase é preocupante, já que joga dúvidas em relação a um governo que está se iniciando, pelo simples fato de ser do PT. Tenho visto essa “ira” contra o PT em algumas manifestações do famoso DPS – Debatendo a Política Saltense. Neste final de semana vi também na “secretária eletrônica”. Não creio que os jornais da cidade tenham se contaminado com isso. Mas confesso, fiquei preocupado.