As mulheres do zika foram esquecidas

da Carta Capital

por Débora Diniz

Abandonadas pela política pública, mães e crianças sobrevivem como podem a uma das maiores tragédias já vistas no Brasil

Mulher e criança com zika
No Sertão de Alagoas, mães com filhos afetados pelo zika andam de mototáxi, com a criança espremida entre o motorista e o próprio corpo

O medo é agora realidade: as mulheres do zika foram esquecidas. As eleições acabaram e, nos interiores do Brasil, não há mais candidato a vereador levando e trazendo as mulheres e crianças para os exames.

Completou-se um ano do anúncio da emergência global pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e não houve nenhum pronunciamento do governo brasileiro.

As promessas de benefícios especiais, centros de referência, cuidados precoces foram quase todas engavetadas pela crise econômica. Os bebês estão amadurecendo, e as mães cada vez mais sozinhas. Se antes carregavam os miudinhos no colo, agora sentem o peso da criança sem andar.

O governo federal prometeu que toda criança seria feliz. Felicidade é promessa gigante para política pública; exige mais do que primeira dama de azul.

Queria muito que Marcela Temer visitasse o Sertão de Alagoas e conhecesse as mulheres dos povoados afetados: saem de casa de madrugada, andam de mototáxi ou bicicleta, com a criança espremida entre o motorista e o próprio corpo; tomam um carro da prefeitura na estrada, e não há isso de cadeirinha como manda a lei. A criança viaja no colo.

Mãe com seu filho afetado pelo zika
O governo federal prometeu que toda criança seria feliz. A promessa, porém, não chegou ao Sertão

Chegam as duas cansadas, mas a criança irritada. Passam o dia sem comida e no calor, voltam à noite para casa. Algumas sem qualquer atendimento, pois o exagero da viagem desencadeia convulsões na criança e não há como acalmá-la.

Uma segunda geração de mulheres teve zika na gravidez, e seus filhos nasceram afetados pela síndrome neurológica. As mulheres da primeira geração discutem as aparições da síndrome a cada dia, “meu filho passou a ter hidrocefalia depois da microcefalia”, “o meu está internado”, “o meu tem dificuldades para beber líquido”.

Não sei se há alguém feliz nesta tragédia humanitária.

Talvez, haja gente aliviada pelo silêncio. Se não houve pressão pública pelo anúncio do primeiro ano da epidemia global, é porque o problema não mais existe: zika acabou no Brasil, dizem alguns.

Vamos cuidar da nomeação do ministro da suprema corte que acredita em tática bélica como solução para justiça, do cabelo raspado do milionário preso, ou do Carnaval que se aproxima.

Enquanto isso, as mulheres sobrevivem como podem a uma das maiores tragédias do Estado brasileiro, a epidemia do zika.

O SUS que não se vê

Da UNICAMP

Recorrendo a conceitos da geografia, tese de doutorado defendida no Instituto de Geociências (IG) demonstra que o território brasileiro é “SUS dependente” e que todas as pessoas aqui residentes, incluindo estrangeiros, utilizam e dependem do Sistema Único de Saúde de uma maneira ou de outra. Foi seu projeto de mestrado sobre um programa municipal de fitoterápicos em Campinas, depois validado como pesquisa de doutorado pela banca de qualificação, que permitiu ao geógrafo Luis Henrique Leandro Ribeiro fazer uma leitura do SUS como um macrossistema de saúde, assim caracterizado pela pluralidade de redes técnicas e políticas, de organizações e centros de comando, de escalas de ação e de fluxos, e pela capacidade de moldar e ser moldado pelas especificidades de cada lugar.

“A assistência médico-hospitalar é apenas um dos componentes deste macrossistema, mas o mais lembrado quando nos referimos a ele, o que leva à equação simplista de que 75% dos brasileiros são ‘SUS dependentes’ e 25% podem pagar planos de saúde; que o SUS é para pobres”, observa Luis Ribeiro. “Isso é equivocado, pois a sua leitura como um macrossistema mostra que os procedimentos de alta complexidade, em sua maioria (quase 100% dos transplantes, por exemplo), são realizados pelo SUS; que mais da metade dos médicos trabalha no sistema; que os maiores especialistas têm sua formação com recursos públicos; que os melhores centros de pesquisa em saúde ainda são públicos; e que nas campanhas de imunização e na urgência e emergência o SUS atua hegemonicamente, assim como nas ações de prevenção e atenção primária.”

Orientada pelo professor Márcio Cataia e financiada pela Fapesp, a tese intitulada “Território e macrossistema de saúde: os programas de fitoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS)” pretende, nas palavras do autor, ler o SUS  em suas visibilidades e invisibilidades, tanto no que possui de notável e extraordinário, quanto de corriqueiro e despercebido. “O mote da pesquisa foi compreender como o SUS integra à medicina tradicional diversas práticas de medicina complementar e alternativa – e como o território condiciona e é condicionado pela existência de programas de fitoterapia no sistema. Lembrei-me de um caso de queimadura num posto de Campinas, quando ao paciente foi receitado gel de babosa produzido por uma farmácia de manipulação municipal que serve à rede pública – um dos serviços pioneiros no país.”

Com o objetivo de analisar, do ponto de vista da geografia, de que maneira o serviço municipal consegue promover a sinergia técnica entre um saber local e a estratégia política de produção e distribuição de fitoterápicos, Luis Ribeiro investigou 14 programas de fitoterapia e foi a campo em 24 municípios, totalizando 81 entrevistas nas quatro macrorregiões brasileiras. “Seguimos a definição dos ‘quatro Brasis’ de Milton Santos e Maria Laura Silveira, em referência à Região Concentrada (Sudeste e Sul), Centro-Oeste, Nordeste e Amazônica. Esta regionalização se baseia na difusão diferencial do meio técnico-científico-informacional pelo território – modernizações expressas tanto na formação do Sistema Único de Saúde quanto na valorização recente das plantas medicinais e fitoterápicos.”

HISTÓRICO

Segundo Ribeiro, no bojo da Contracultura dos anos 1960 surgiu um movimento global de valorização do uso de plantas medicinais sob novas bases, intensificado pelo ideário ecologista (Conferência sobre Meio Ambiente de Estocolmo, em 1972), e depois pela Conferência sobre Cuidados Primários em Saúde (1978), que resultou na Declaração de Alma-Ata (Cazaquistão), em apoio à adoção de uma medicina de caráter mais preventivo em sistemas nacionais. No Brasil, as chamadas práticas de medicina complementar e alternativa começaram a ser difundidas nos anos 80, no contexto de redemocratização, quando alguns municípios começaram a adotá-las por conta própria.

Ainda conforme o pesquisador, nos anos 90, após a criação do SUS, registrou-se um aumento no número de programas de fitoterapia. “O programa de Campinas, por exemplo, surgiu das rodas de conversa de uma médica com usuários de posto de saúde, levantando as espécies mais utilizadas e para quais fins. A médica recorria ao CPQBA [Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas] da Unicamp, que fazia a identificação botânica e validava a eficácia e a segurança das plantas. De mais de 60 espécies inicialmente levantadas, cerca de dez obtiveram validação para entrar no sistema.”

Luis Ribeiro aponta a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, instituída em 2006, como a grande disseminadora dos programas de fitoterápicos no SUS, que eram 21 em 1997 e saltaram para 346 em 2008 e 815 em 2012. “Um problema é que, na análise qualitativa, identificamos uma fase anterior e outra posterior à política do governo: antes havia cerca de 80% de farmácias municipais de manipulação e 20% de particulares – indicando um predomínio de programas horizontalizados, vinculados a práticas e saberes locais, mais próximos do ideário do movimento da Reforma Sanitária Brasileira que culminou na fundação do SUS.”

O geógrafo constatou que na segunda fase esta relação se inverte: em 815 municípios, 80% recorriam a fitoterápicos industrializados e 20% a farmácias municipais, indicando programas mais insensíveis às práticas e heranças dos lugares. “Trata-se de um processo de cooptação desses programas pela racionalidade da biomedicina – aqui entendida não apenas por sua base técnica, científica, clínica e laboratorial, mas também por sua associação com uma corporação de profissionais (no caso, os médicos), grandes empresas (de equipamentos, insumos farmacêuticos e prestadores de serviços) e o Estado. É o que acabou predominando no subsistema de fitoterapia do SUS.”

CONSTRANGIMENTOS

O geógrafo Luis Henrique Leandro Ribeiro, autor da tese: “O mote da pesquisa foi compreender como o SUS integra à medicina tradicional diversas práticas de medicina complementar e alternativa”O autor da tese ressalta que o modelo para os programas do país é o Farmácia Viva, do Ceará, que se responsabiliza por todas as etapas de produção: cultivo da massa verde, beneficiamento, oficina ou farmácia de manipulação (para pomadas, géis, cápsulas, xaropes) e dispensação. “O professor Francisco Matos idealizou o Farmácia Viva em 1983, a partir do horto da Universidade Federal do Ceará. Ele ficou notório por suas andanças pelo Nordeste, levantando e identificando espécies nas comunidades: juntou a prática e saber local com a capacidade técnica-científica-informacional e as normas.”

Entretanto, é raro um programa que consiga cumprir todas as etapas, conforme Luis Ribeiro, que elaborou um quadro sintetizando os “constrangimentos e fatores limitantes à existência do subsistema de fitoterapia no SUS”, sendo os principais: descontinuidades e rupturas em função de mudanças no governo municipal e resistência dos gestores e também dos médicos; e falta de controle sobre a matéria-prima e dificuldades de compra e aquisição no mercado dos insumos, devido a fornecedores não capacitados e à qualidade dos produtos. “Dos programas que visitei, grande parte estava desativada pela Anvisa para adequar seus laboratórios às normas.”

O geógrafo atenta que mesmo no Estado de São Paulo, que possui as variáveis da técnica, da ciência e da informação mais disseminadas e capilarizadas, enfrentam-se obstáculos para incluir fitoterápicos no sistema público. “É o estado da Região Concentrada onde mais se cria programas – e onde mais se extingue. São Paulo conta com o maior número de universidades e de profissionais formados para práticas complementares, mais de 80% da indústria de fitoterápicos (além de boa fatia da produção de extratos) e os três principais atacadistas de plantas medicinais. Mas se estas variáveis possibilitam uma política de incorporação dessas práticas, ao mesmo tempo verifica-se alta taxa de mortalidade, interrupção ou descontinuidade de experiências.”

INVISIBILIDADES

Durante a pesquisa, o autor da tese diz ter identificado dois campos de invisibilidades do SUS, enquanto principal força estruturante do macrossistema de saúde brasileiro. “Um dos campos é a produção deliberada de um SUS que ‘não se vê’, principalmente pelas grandes empresas de comunicação (impressa e televisiva), um certo ‘silenciamento’ da presença do SUS. Outro campo de invisibilidades reside na relativa incapacidade ou limitação do SUS em ler, registrar e incorporar práticas e saberes locais, silenciando sobre essas heranças culturais e institucionais.”

O pesquisador observa que ambas as invisibilidades são expressões da dualidade do SUS: duas forças que o movem, sendo uma delas a sua força fundante na Assembleia Constituinte, visando um sistema público e universal de saúde. “O macrossistema de saúde brasileiro é dual, mas não dualista: realiza a saúde como um direito social e o sistema como espaço de transformação política, mas também dá espaço a uma força que realiza a saúde como mercadoria e lócus de acumulação de capital.”

Para realizar suas ações foi necessária ao sistema uma base material, como as unidades de saúde, que passaram a existir de forma suficiente e mais integrada no território brasileiro a partir dos anos 1970. A questão é que boa parte desta materialidade está fora do controle direto da gestão única e pública do sistema. “A ditadura militar promoveu intensa transferência desta base hospitalar e ambulatorial para grandes grupos privados. A indústria farmacêutica, parte da materialidade necessária, já era de base privada, sendo que a chegada das multinacionais resultou na internacionalização da produção nos 1950. E os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, surgidos com mais intensidade a partir dos 80, também são majoritariamente privados ou corporativos.”

Luis Ribeiro conclui que uma dificuldade do SUS, portanto, é ter parte da base material seguindo uma lógica mercantil, o que se acentuará com a abertura irrestrita da área de serviços e prestadores de saúde ao capital estrangeiro aprovada em janeiro de 2015. “Há uma força de inércia que dificulta a inserção no SUS de práticas não hegemônicas (entre elas a fitoterapia), bem como a sua realização mais plena como projeto de transformação política, o que se deve em grande medida à força hegemônica diretiva do macrossistema: a biomedicina enquanto associação entre corporação médica, grandes empresas e Estado.”

 

Publicação

Tese: “Território e macrossistema de saúde: os programas de fitoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS)”

Autor: Luis Henrique Leandro Ribeiro

Orientador: Márcio Cataia

Unidade: Instituto de Geociências (IG)

Financiamento: Fapesp

 

A consciência ambiental

No dia 14 de setembro, duas notas da Prefeitura de Salto chamam a atenção pela identidade na causa dos problemas: a falta de consciência ambiental que ainda se mantém em nossa sociedade.

Vamos a elas:

PREFEITURA DE SALTO RETIRA ENTULHOS DO CÓRREGO DO GUARAÚ

A Prefeitura da Estância Turística de Salto realizou na última semana uma ação de limpeza da região das margens do Córrego do Guaraú, nas proximidades do bairro Jardim Salto de São José.

Durante dois dias a equipe de limpeza da Empresa CSO Ambiental, responsável pela PPP (Parceria Público Privada) do Lixo da cidade executou a retirada de uma série de produtos que foram abandonados nas margens do córrego, próximo as ruas dos Dourados e das Piabas.

Foram retirados diversos sofás, sobras de construções, eletrodomésticos, madeiras, telhas, pias, tijolos, televisor, blocos de isopor, privadas, colchões, dentre outros.

Os materiais foram levados para o centro de triagem municipal que fica junto ao aterro para que seja realizada a melhor destinação.

Essa ação idealizada pela Prefeitura de Salto seguiu para o Jardim das Nações onde, desde a última semana a equipe está limpando uma APP (Área de Proteção Permanente) onde estão sendo descartados, de forma irregular, materiais como os encontrados próximo ao córrego do Guaraú.

PREFEITURA DE SALTO LIMPA APP NO JARDIM DAS NAÇÕES

Com o objetivo de evitar a degradação de uma Área de Preservação Permanente (APP) de Salto, localizada às margens do Rio Jundiaí e que fica ao fundo da Área de Lazer José Lisboa de Lima – Cazuza, no Jardim das Nações, a Prefeitura da Estância Turística de Salto realiza até a quarta-feira, dia 16, uma limpeza no local que fica na Rua Costa Rica.

Iniciado no dia 9 de setembro, o trabalho já retirou sofás, armários, cadeiras, material de construção, colchões, dentre outros. Porém, devido a esse descarte irregular, esses produtos acabam ficando expostos ao sol e chuvas constantes, o que faz com que os mesmos se transformem em locais ideais para a procriação de escorpiões e lacraias.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente de Salto, João De Conti Neto, além de prejudicar a APP e contribuir para a proliferação de animais peçonhentos, o descarte desses materiais em local impróprio acaba afetando a vida da população que reside no entorno.

Para o secretário, é importante que os próprios moradores colaborem. “Se um morador da região flagrar uma ação como essa é muito importante que ele oriente a pessoa a utilizar o Ecoponto, que fica a poucas quadras dessa área de lazer. Além de provocar uma situação ruim para os moradores que vivem ao lado desse local, a pessoa que faz isso ainda prejudica toda a cidade, já que nós acabamos deixando de limpar outras áreas para fazer esse trabalho”.

O Ecoponto do Jardim das Nações fica na Rua Argélia, número 361.

Agora, vejamos as fotos:
Prefeitura de Salto retira entulhos do Córrego do Guaraú
Entulhos no Córrego do Guarau
Prefeitura de Salto retira entulhos do Córrego do Guaraú
Entulhos no Córrego Guarau
Prefeitura de Salto retira entulhos do Córrego do Guaraú
Entulhos no Córrego Guarau
Prefeitura de Salto limpa APP no Jardim das Nações
Agora, na APP do Jardim das Nações. APP: Área de Preservação Permanente
Prefeitura de Salto limpa APP no Jardim das Nações
Na APP do Jardim das Nações. APP: Área de Preservação Permanente
Prefeitura de Salto limpa APP no Jardim das Nações
Na APP do Jardim das Nações. APP: Área de Preservação Permanente

Alguma coisa está errada na mente e nas atitudes das pessoas…..

 

Prefeitura de Salto promove ações educativas em comemoração ao Dia Mundial da Água

Da Prefeitura de Salto

Prefeitura de Salto promove ações educativas em comemoração ao Dia Mundial da Água

A primeira ação será realizada na segunda-feira, dia 23/3, com o workshop “Água é Vida”

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, a Prefeitura da Estância Turística de Salto e o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Salto, promoverão ações educativas de conscientização do uso racional da água como a visitação no ETA (Estação de Tratamento) Bela Vista e o workshop “Água é Vida”.

A ETA (Estação de Tratamento de Água) Bela Vista receberá grupos para visitação durante esta semana em diversos horários. A primeira visita será na terça-feira, dia 24, às 8h30 e as demais ocorrerão nos dias nos dias 26 e 27 de março, às 14h.

Na oportunidade, aequipe da ETA apresentará aos visitantes o percurso que a água faz desde a nascente até chegar a torneira das casas.

Os interessados em fazer essa visitação podem entrar em contato com Michele pelo telefone 4602-6370, ramal 6372.As vagas são limitadas.

Workshop – O CEMUS I (Centro de Educação Municipal) receberá na segunda-feira, dia 23 de março, o workshop “Água é Vida” que visa capacitar a comunidade escolar (alunos, equipe pedagógica e administrativa e auxiliares de trabalho) quanto ao uso consciente da água. A ação será realizada em todas as escolas municipais durante os meses de março e abril e deverá atingir cerca de 8 mil pessoas.

“O tema do uso consciente da água e da necessidade de alteração dos hábitos diários, que os permitam serem multiplicadores desse conhecimento e dessas práticas dentro e fora da escola serão trabalhados nos encontros”, explica o Prefeito Juvenil Cirelli.

O workshop será desenvolvido em forma de teatro e, após a exibição dos espetáculos, os participantes farão uma atividade de desenho e criação de frases à serem exibidas num painel denominado “Painel da Água”. Além disso, pais e professores trabalharão o tema da água em suas reuniões bimestrais, dentro do planejamento da própria Secretaria de Educação.

Plantio – Na sexta-feira, dia 20 de março, foi realizado o plantio de mil mudas de árvores na Villa dos Eucaliptos por alunos do CEMUS V (Centro de Educação Municipal de Salto). “O plantio das mudas de árvores de cerca de 60 espécies nativas, fazem parte da recuperação de áreas de preservação permanente no município e integra o projeto Produzindo Água que já recuperou duas nascentes com o plantio de 3500 mudas de árvores nativas”, explica o Secretário Municipal de Meio Ambiente, João De Conti Neto.

Prefeitura de Salto garante 15% de aumento no repasse para o AME

Da Prefeitura de Salto

Prefeitura de Salto garante 15% de aumento em novo convênio do AME

Para 2015 valor pactuado é de mais de R$16,6 milhões

A Prefeitura da Estância Turística de Salto garantiu para o ano de 2015, um aumento de 15% na renovação do convênio do AME (Ambulatório Médico de Especialidades), conforme publicado no Diário Oficial da sexta-feira, 27 de fevereiro. O valor pactuado com a Secretaria de Estado da Saúde para o ano de 2015 é de R$ 16.695.934,95. Já o valor referente a 2014 era de R$ 14.371.311,24.

De acordo com o Secretário Municipal de Saúde, Daniel Paulino Evangelista, foi um longo processo de negociações, iniciado no final de 2014, mas que agora produzirá importantes resultados, já que esse novo valor viabilizará a adequação da oferta de cirurgias e exames, com instituição de novo protocolo pré e pós cirúrgico. “Tais exames e cirurgias, que já vem sendo disponibilizados desde 2011 aos pacientes da região, constituem um serviço de referência para os 48 municípios da Diretoria Regional de Saúde de Sorocaba, mas que por questões referentes a regionalização e universalidade do SUS já chegou a atender 55 municípios do Estado de São Paulo”, explica.

Ainda segundo o Secretário, a Prefeitura vem garantido ao longo dos anos, uma utilização mínima de cerca de 30% do total procedimentos para a população saltense, além de poder contar com parte da estrutura e do quadro técnico disponível empregado no AME para incremento das ações do Hospital Municipal Nossa Senhora do Monte Serrat.

A Sociedade Beneficente São Camilo, que atualmente administra o Hospital Municipal e o AME Salto, passará a contar com esses recursos já a partir desse mês de março.

COMENTÁRIO:

Vale lembrar que desde a implantação em Salto do AME o governo do Estado nunca atualizou os valores. É a primeira vez depois de anos funcionando.