É pior do que se pensava: Edu está sendo mantido incomunicável

do Cafezinho

por Miguel do Rosário

 

As últimas informações que chegam sobre o blogueiro Eduardo Guimarães mostram uma situação ainda mais grave do que se pensava.

Os relatos são de advogados e pessoas próximas ao blogueiro.

A PF chegou às cinco da manhã em seu prédio, não permitiram que o porteiro interfonasse, esmurraram sua porta, entraram no apartamento e reviraram tudo.

Apreenderam seu celular e aparelhos eletrônicos.

E foi levado, mediante condução coercitiva, por homens fortemente armados.

Não foi permitido que ele fizesse contato com seus advogados, o que é obstrução de justiça.

No momento, Eduardo está sendo mantido incomunicável nas dependências da Polícia Federal, na Lapa, São Paulo.

Eduardo Guimarães tem uma filha pequena com gravíssimos problemas de saúde, que precisa de atenção constante da família.

A razão de toda essa violência?

Querem saber quem vazou informações para Eduardo Guimarães, sobre a condução coercitiva de Lula.

A imprensa vaza informações, delações, dados, todos os dias, há dois anos, desde o início da Operação Lava Jato, mas quando aparece o primeiro vazamento que mostra o jogo armado entre Polícia Federal, MP e mídia, os meganhas correm para censurar, intimidar e, agora, violentar a liberdade de um cidadão brasileiro, jornalista e blogueiro.

Na verdade, Eduardo Guimarães foi preso (condução coercitiva é sequestro judicial e prisão) por crime de opinião.

Os próprios advogados de Eduardo Guimarães estão assustados. Dizem que Eduardo Guimarães pode estar sendo vítima, neste momento, de tortura psicológica.

Coisa de ditadura mesmo.

E a mídia, quietinha e cúmplice desse autoritarismo, como sempre.

Lava Jato sequestra blogueiro Eduardo Guimarães

do Cafezinho

por Miguel do Rosário

Ainda faltam detalhes sobre as razões. Mas já podemos divulgar a seguinte denúncia.

Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, acaba de ser vítima de violência judicial, ou mais especificamente, de um sequestro judicial, que é o nome que damos a essa ilegalidade chamada condução coercitiva.

A notícia foi confirmada pelo advogado Pedro Serrano, que informou já ter enviado profissionais para a delegacia da Lapa, São Paulo.

Segundo conhecidos, o motivo seriam investigações sobre um vazamento de notícia sobre a condução coercitiva de Lula, que o blog Cidadania antecipou com exclusividade.

Não poderia haver nada mais ridículo: sequestro judicial de jornalista que divulgou vazamento de informação!

O Brasil vive um regime de exceção, isso já está mais do que claro.

A grande imprensa dá, todos dias, vazamentos sobre a Lava Jato.

O juiz Sergio Moro vazou, ilegalmente, gravações íntimas e privadas do presidente Lula e da presidenta Dilma.

Mas eles, mídia e judiciário, protagonistas do golpe, podem cometer qualquer crime, inclusive o pior de todos, que foi avalizar o impeachment sem crime da presidenta Dilma, jogando no lixo mais de 54 milhões de votos.

Para mim, essa notícia revela um judiciário desmoralizado e uma Polícia Federal completamente ensandencida, um fio desencapado, sem controle.

E tudo isso enquanto temos um governo ilegítimo, fraco, refém do próprio Judiciário e, sobretudo, da grande mídia.

A Lava Jato está na rua hoje, fazendo mais uma de suas operações midiáticas, espalhafatosas, vazadas antecipadamente para a grande mídia, desviando atenções do fiasco ferroviário que foi essa sub-lava jato da carne, da crise econômica e das votações antissociais em curso no congresso.

Enquanto a polícia toca o bumbo na rua, o congresso detona a previdência, as leis trabalhistas, os direitos sociais.

Já destruíram a economia e a democracia, e agora querem censurar quem os denuncia?

O Cafezinho se solidariza com o blogueiro Eduardo Guimarães e acompanhará o caso de perto.

Nota do blogueiro: todo apoio a Eduardo Guimarães. Os ventos da ditadura estão se ampliando…

Saída estratégica

do Marcelo Auler

por Arnaldo Cézar (*)

Mosaico Serra na UNE
Desde o tempo em que presidiu a UNE, Serra “sempre foi uma pessoa ardilosa. Costuma se posicionar dois ou três lances na frente dos adversários”.

Quem conhece o ex-ministro José Serra desde os tempos da militância estudantil na UNE ou do exílio no Chile, nos anos 70, sabe que ele sempre foi uma pessoa ardilosa. Costuma se posicionar dois ou três lances na frente dos adversários. Seu pedido de demissão do governo golpista de Michel Temer tem a ver com o cenário político que ele está vislumbrando para 2018.

O ex-chanceler que disse padecer de dores terríveis na coluna já percebeu que a canoa furada do golpe está indo a pique. Se alguém conseguir permanecer dentro dela nos próximos 22 meses será inapelavelmente triturado no embate eleitoral esperado para 2018.

Nada do que os golpistas prometeram conseguiram entregar. O desemprego atinge patamares perigosos. Apesar de todo o esforço retórico do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, os empresários não estão acreditando nos seus números e previsões. Ninguém se sente animado a meter a mão do bolso para fazer qualquer investimento, enquanto não se resolver o intrincado imbróglio político institucional em que a País está metido.

Independente do caos que tomou conta do Brasil, Serra debate-se com suas crises particulares. E, que não são poucas. Constantemente, é espezinhado pelos seus pares do PSDB. Seu estilo “rolo compressor” não funcionou no Itamaraty, onde a palavra de ordem costuma ser: “entendimento”.

Serra nomeado ministro de Temer
“Ministro das Relações Exteriores, Serra já não era consultado pelo usurpador Temer para dar pitacos na economia como gostava de fazer”.

Consumado o golpe e indicado para Ministério das Relações Exteriores já não era consultado pelo usurpador Temer para dar pitacos na economia como gostava de fazer desde o governo FHC. Como a efervescente questão interna toma todo o tempo possível dos governantes de plantão, ninguém estava muito interessado nas articulações do tucano paulista para a política externa.

Ministro de segunda linha num governo capenga, Serra foi para vala comum dos políticos brasileiros enlameados pela propinagem da Lava Jato.  Especialmente, nesta fase, em que se fala em “delações do fim do mundo”.

As denúncias premiadas da Odebrecht nem bem vieram a público e já começam a deixar “vítimas” pelo meio do caminho. Serra já é uma delas. No final do ano passado, ele tentou se livrar das acusações de que teria embolsado R$ 23 milhões na sua campanha eleitoral de 2010.

Pediu ajuda ao seu operador financeiro, o banqueiro Ronaldo Cezar Coelho que foi para as páginas dos jornais explicar a delação dos R$ 23 milhões. Tentou justificar, dizendo que tudo não passou de uma “troca de chumbo”. Ou seja, Coelho teria emprestado do seu próprio bolso tal quantia à campanha de Serra. A empreiteira baiana, por sua vez, devolveu o montante depositando-o numa conta na Suíça mantida pelo banqueiro.

A dinheirama, de acordo com Coelho, já teria inclusive retornado ao Brasil e pago todos os impostos direitinho. Tudo graças à recém-concedida anistia a políticos que guardavam dinheiro em paraísos fiscais. A história da “troca de chumbo” não convenceu. Volta e meia esse espinho da propina paga pela Odebrecht insiste em apoquentar o ex-governador de São Paulo, José Serra.

serra na propina da OdebrechtRegressando para o Senado Federal, ele se sente mais seguro para se defender dessas delações. Afinal de contas, na camarilha de Temer há uma multidão de políticos para serem protegido. A começar pelo próprio Temer. Não há como fazer tanta prestidigitação para tanta gente. Por isso, se não conseguirem mandar a Lava Jato pelos ares, provavelmente, não ficará nenhum deles de pé para contar a história dos outros.

A imprensa amestrada, na ânsia de prestar serviços ao chanceler demissionário, informou que Serra sentia-se desconfortável no comando do Itamaraty. Balela! Serra perdeu a queda de braço para a corporação benigna que ainda persiste dentro do Ministério das Relações Exteriores.

Foi fragorosamente derrotado pelos profissionais da Casa de Rio Branco. Por dever de ofício, boa parte de quem trabalha naquela Casa conhece a obra do florentino Nicolau Maquiavel e sabe olhar o jogo vários lances a frente. O pessoal do Itamaraty já percebeu que uma aliança com os Estados Unidos, governado pelo apatetado Donald Trump, é uma tremenda fria.  Sutilmente, passaram a detonar a intenção do então ministro de promover uma aliança cega do Brasil com o império norte-americano.

O ex-chanceler é visto pelos que lhes são mais próximos como “um animal político ávido pelo poder”. Agora em março irá completar 75 anos. Não se considera fora do jogo. A obsessão de ocupar a cadeira de presidente da República nunca saiu da cabeça dele.

Nas circunstâncias atuais, contudo, ele sabe que o futuro é sombrio. Mas, ele também verifica que dentro do seu partido, o PSDB, a situação não é das melhores para Aécio Neves e Geraldo Alckmin, os dois tucanos que postulam a chance de disputar a presidência da República, em 2018. Ambos estão encalacrados até a medula com denúncias de terem embolsado dinheiro de empreiteiras. Aécio, diga de passagem, é o campeão deles com mais de 40 menções no âmbito da Lava Jato.

Vai que eles capotem antes! Acoitado no Senado, Serra poderá procrastinar à vontade na sua defesa contra as denúncias de que foi mimoseado com R$ 23 milhões da Odebrecht. Assim como, também deverá se defender de todo e qualquer outro escândalo que venha ser descoberto dos tempos em que foi governador de São Paulo. Especialmente, os relacionados com a expansão das obras do metrô.

Ao lado de pessoas polidas, como o seu amigo Romero Jucá (PMDB-RR), Serra terá agora unicamente que se acostumar a um novo linguajar. Não deverá ficar enrubescido, caso venha a ser convidado a apoiar um projeto de lei que torne ampla, geral e irrestrita a “suruba do foro privilegiado”.

(*) Arnaldo César é jornalista e colaborador do Blog. 

 

EM TEMPO: Sugiro a leitura do belíssimo artigo de Malu Gaspar, na Revista Piauí, A tempestade perfeita do PMDB    

Jânio: o jato do Moro é lerdo

do Conversa Afiada

temer bessinha.jpg

 

O Conversa Afiada reproduz artigo da Fel-lha de Janio de Freitas, cujo potencial de destruição corre na velocidade da luz!

Jato lerdo é mais uma originalidade da produção nacional. Como o nome sugere, criada nos laboratórios da Lava Jato, que também deu (com a colaboração de peessedebistas) muitas provas da eficácia do invento. Sujeita, no entanto, a frequentes contestações. Todas, é verdade, relegadas ao descaso, que é a vala comum reservada aos argumentos e evidências inconvenientes ao poder. Por acaso ou por contingências incontornáveis, porém, a criação de repente se autodenuncia.

Detidos nos Estados Unidos, os brasileiros Jorge Luz e seu filho, Bruno Luz, entram na Lava Jato com rapidez, em relação ao pedido do juiz Sérgio Moro de que fossem localizados pela Interpol. Já a Lava Jato levou quase três anos até dar aos dois a atenção que trabalharam muito para merecer. Não é que fossem desconhecidos ou mal conhecidos dos coletores de delações. Bem ao contrário. Já o delator dos delatores, Paulo Roberto Costa, apontou-lhes o dedo ainda no início de sua nova e logo bem sucedida carreira.

Além disso, Jorge Luz tem dezenas de anos de serviço e de respeito no seu meio profissional, pela extensão da sua área de operações e pelo domínio das técnicas de sua especialidade –lobby e intermediação de negócios ilícitos. Em particular, nas fraudes em concorrências públicas. Jorge Luz –um nome fácil de guardar para sempre– está na ativa desde os tempos da ditadura.

Experiência e memória extensos demais para um plano de ação com jatos concentrados em área delimitada. Quem vem de longe passa pelos anos 80 e 90, não só pelos de 2000. Lembrança puxa lembrança, uma citação desavisada, um nome referido só como ilustração –e pronto, está extrapolada a delimitação. Um risco.

Jorge Luz e sua atividade baixaram ao limbo. Mesmo que, depois de Paulo Roberto, outros o mencionassem lá por 2014. Mas só em janeiro deste ano lhe chegaram sinais de perigo, levando-o ao encontro do filho já morador de Miami.

Jorge Luz não pôde escapar da Lava Jato. Mas a Lava Jato não pôde escapar de Jorge Luz.

​(…)​

Estadão: editoriais explicam objetivos

da Carta Capital

por José Antonio Lima

Com Temer no poder, o “Estadão” se volta contra a Lava Jato

Os editoriais do jornal abandonam a campanha “anticorrupção” e voltam sua mira aos investigadores

Deltan Dallagnol
Dallagnol: até a confirmação do impeachment, o alvo era a corrupção. Agora é ele

Não é segredo que os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, assim como o juiz Sergio Moro, responsável por julgar as ações em primeira instância, contam com o apoio da imprensa para avançarem o combate a corrupção.

Em um famoso artigo de 2004, intitulado Considerações sobre a operação Mani Pulite, Moro destaca o papel da imprensa como força auxiliar dos investigadores da operação Mãos Limpas na Itália. Mais recentemente, a subprocuradora-geral da República Luiza Cristina Frischeisen, ao agradecer um prêmio internacional recebido pela Lava Jato, destacou que “o apoio da sociedade civil e o trabalho da imprensa (…) podem garantir efeitos duradouros às transformações que estamos vivendo”.

Neste contexto, editoriais recentes do jornal O Estado de S.Paulo, aqueles que exprimem as opiniões dos donos do jornal, devem causar certa estranheza aos procuradores e ao magistrado. Após apoiar com afinco as investigações que ajudaram a viabilizar a derrubada de Dilma Rousseff, o Estadão se voltou contra a Lava Jato.

Ataques a Dallagnol

Na segunda-feira 7, o jornal escolheu como alvo Deltan Dallagnol, o coordenador da força-tarefa. “Tem gente com poder sobre a operação que, sob o argumento de punir todo e qualquer ato de corrupção, deseja inverter a mais elementar lógica jurídica, pondo em risco o trabalho de toda a operação e, assim fazendo, consagrar no Brasil o direito autoritário, próprio das tiranias”, afirma o Estadão.

Na sequência, o jornal diz que Dallagnol procura uma “relativização do direito de defesa” e o critica por defender que “a existência de processo penal contra uma pessoa seria elemento suficiente para alterar o juízo sobre sua inocência” e que a “existência de prova ‘para além de uma dúvida razoável’ seria suficiente para condenar o réu”.

Nesta quarta-feira 9, o Estadão voltou à carga contra Dallagnol. Em novo editorial, denunciou “manifestações a favor de um Direito autoritário, próprio das tiranias”, bancadas pelos procuradores e atacou a OAB e o próprio MPF por não censurarem o procurador, defensor de “abusos”, segundo o jornal.

“As leis estão sendo cumpridas”

As posições de Dallagnol são conhecidas desde que ele ganhou proeminência. Pode-se criticar o procurador pelo mérito delas, mas não por falta de coerência. Não é o caso do Estadão.

Em 15 de janeiro de 2016, uma carta pública assinada por mais de uma centena de advogados criticou de forma dura a Lava Jato, acusando os investigadores de provocar uma “neoinquisição” e desrespeitar direitos e garantias fundamentais, inclusive a presunção de inocência que o Estadão agora defende com ardor. Em janeiro passado, no entanto, o jornal tinha outra visão.

Em editorial de 17 de janeiro, intitulado Manifesto irrefletido, o jornal dos Mesquita fez chacota com a carta dos advogados, classificando o documento de “defesa de interesses privados”, “molecagem” e uma empreitada em favor de “seus clientes”.

Sobre a Lava Jato, o jornal tinha a dizer que ela estava “plenamente inserida nos caminhos institucionais”, que “não se vislumbra qualquer ameaça ao Estado de Direito” e que “as leis estão sendo cumpridas”. Preocupava os advogados, afirmava o Estadão, somente “a consistência dos passos dados pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário”.

As “Dez Medidas” são boas ou ruins?

No editorial desta quarta-feira 9, o segundo contra Deltan Dallagnol em três dias, o Estadão aproveitou para criticar as “Dez Medidas Contra a Corrupção“, idealizadas pela força-tarefa da Lava Jato, bancadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e defendidas por Dallagnol em uma grande campanha pelo País.

Para o Estadão, as medidas contêm em seu bojo “explícitos abusos”, “como a aceitação de provas obtidas ilicitamente, restrições ao habeas corpus e o fim, na prática, do prazo de prescrição”.

Em julho passado, o jornal pensava diferente. No dia 21 daquele mês, o Estadão publicou o editorial Antes tarde do que nunca para celebrar o avanço das Dez Medidas na Câmara. Naquele ponto, a publicação defendia a campanha, lembrando se tratar de iniciativa dos procuradores, destinada “a aperfeiçoar, acelerar e tornar mais rigoroso o processo de investigação e julgamento dos casos de corrupção na gestão da coisa pública”.

Para o jornal, aprovar o pacote seria, por parte do Congresso, uma “oportunidade de acelerar o processo de reconquista do apoio e respeito populares” diante do “sentimento majoritário de repulsa dos brasileiros”.

O que motivou a mudança? 

A chave para entender a mudança de posição do Estadão não está na atuação de Moro e da força-tarefa, que persistem iguais desde o início da Lava Jato, ou em uma repentina conscientização dos donos do jornal a respeito de como a sociedade brasileira deve avançar. Está no funcionamento de uma redação no Brasil.

Assim como todas as redações nacionais, o Estadão tem em seus quadros uma série de jornalistas competentes e gabaritados. A liberdade de atuação de editores e repórteres varia, no entanto, conforme a “maré”. O ímpeto jornalístico da redação é libertado quando os alvos das reportagens são de interesse dos donos da publicação, mas contido quando não interessa a eles.

As mudanças no mar em que os jornalistas navegam são informadas apenas raramente de maneira explícita. No caso do Estadão, em que os editorialistas têm uma grande proximidade com os donos do jornal, os editoriais têm um peso grande. Os textos da página 3 são, portanto, recados ao “chão da fábrica”.

E a mensagem neste caso parece evidente. Quando a petista Dilma Rousseff estava no poder e a empreitada contra ela estava alicerçada na campanha anticorrupção, o apoio à Lava Jato era parte do script para derrubar um governo visto como indesejado pelo Estadão.

Confirmado o impeachment, a maré virou. A ênfase sai do combate à corrupção e passa para uma alegada proteção de direitos fundamentais. O objetivo único da mudança do Estadão parece ser, entretanto, proteger seus interesses, contemplados por Michel Temer (PMDB), e, por consequência, o próprio governo. Nos últimos dias, o Planalto tem armado uma arapuca para a Lava Jato. Será que os donos jornal embarcaram na expedição?