Investimentos em TI que viabilizam a “Copa das Selfies”

 

Do Além da Economia

 

Investimentos públicos e privados de R$ 1,6 bilhão em infraestrutura e mais R$ 171 milhões investidos na fiscalização dos serviços estão possibilitando a boa qualidade e grande volume de comunicações na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, já conhecida como a Copa das Mídias Sociais ou a Copa das “Selfies”. Até as oitavas de final, o equivalente a 38,5 milhões de fotos foi enviado a partir dos estádios, de acordo com dados divulgados nesta semana pelas operadoras de telefonia.

De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), foram enviadas, em média 8 mil fotos por minuto no período de maior tráfego de dados. O cálculo foi baseado em fotos de tamanho médio de 0,55 MB, considerando o que foi enviado pelas redes de telefonia móvel e Wi-Fi instaladas pelas prestadoras nos estádios. Além disso, foram feitas 3,3 milhões de ligações telefônicas durante o período.

Além do serviço de internet móvel 2G, 3G e 4G, os investimentos também garantiram a alta capacidade para a transmissão dos jogos. Em infraestrutura, foram R$ 100 milhões investidos pela Telebras na expansão da rede de fibra óptica e mais R$ 1,5 bilhão pelas operadoras de telecomunicações estimuladas por compromissos assumidos com o governo federal pelos leilões de faixa de frequência de telefonia. Além disso, mais R$ 171 milhões foram investidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em fiscalização dos serviços privados de telefonia e banda larga.

A Telebras implantou um “anel óptico” de 15.280 km de extensão com equipamentos de última geração desenvolvidos no Brasil, que está sendo usada na transmissão de imagens dos jogos em alta definição entre as arenas e o Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBC), localizado no Rio de Janeiro. A Telebras concluiu a transmissão dos 48 jogos da primeira fase da Copa do Mundo sem qualquer problema na rede de fibra óptica.

Essa infraestrutura ficará como legado após a Copa, ampliando a oferta do serviço de internet rápida no País e garantindo o fornecimento de serviços para regiões onde a disponibilidade era limitada, como o Norte do País.

Por determinação do governo, as empresas ganhadoras dos leilões tinham obrigação contratual de instalar dentro dos estádios serviços móveis de segunda, terceira e quarta geração, conhecidos como 2G, 3G e 4G. As operadoras informaram ao governo investimento de R$ 200 milhões nestas ações, segundo o Ministério das Comunicações.

Foram instaladas 4.738 antenas nos estádios pelas operadoras, que fizeram uma parceria na implantação de infraestrutura de telefonia móvel e de banda larga, investindo R$ 226 milhões nas arenas, de acordo com o SindiTelebrasil. Embora não exista obrigatoriedade de fornecimento do serviço Wi-Fi dentro ou fora dos estádios, o governo intermediou negociações entre operadoras e administradores das arenas para a instalação do serviço da internet sem fio para desafogar as redes 3G, permitindo um melhor serviço aos usuários na transmissão de dados. As operadoras disponibilizam cerca de 120 mil pontos de Wi-Fi nas 12 cidades, segundo o SindiTelebrasil.

As empresas privadas investiram também R$ 1,3 bilhão nas cidades-sedes da Copa, expandindo em média em 28% a infraestrutura de telecomunicações, incluindo nesse total a instalação de 4G nas 12 cidades-sede, atendendo metas do edital da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mais de 15 mil novas antenas de 3G e 4G foram instaladas desde o início de 2013 nas 12 cidades.

Além dos investimentos em infraestrutura e dos R$ 171 milhões investidos pela Anatel em fiscalização dos serviços privados de telefonia e banda larga, o governo federal também contribui com serviços, que entram como gastos de custeio. Nesse caso, são R$ 110 milhões para transmissão dos jogos da Copa do Mundo, R$ 14 milhões em TI para atendimentos aos centros de treinamento das seleções e R$ 33 milhões em áudio e vídeo e TI executados para a Copa das Confederações. Esses valores, somados aos R$ 100 milhões investidos pela Telebras, totalizam R$ 428 milhões do setor público.

Perdemos a Mercedes!

Nesta semana uma notícia que não gostaríamos de ouvir, foi transformada em realidade: a nova fábrica de carros da Mercedes Benz do Brasil não será em Salto, mas em Iracemápolis.

Cerca de 70 dias atrás juntamente com o prefeito Juvenil, estive em São Bernardo do Campo para conhecermos o interesse da Mercedes em instalar uma nova fábrica no Brasil, impulsionada pelas exigências de nacionalização dos carros para poder vender em mercado brasileiro. E a posição era muito clara: não tinham como ampliar em SBC por conta dos altos valores e da dificuldade dos terrenos lá disponíveis. Então, a estratégia da empresa foi a de encontrar uma cidade não muito distante do maior centro consumidor do país (SP), mas que lhes desse um valor de terreno menor e todas as condições de logística necessárias. Por ser uma fábrica que terá no seu início somente a montagem dos carros (o chamado CKD), ela precisaria estar o mais próximo possível do porto de Santos e dos aeroportos de carga (Viracopos principalmente). Além de tudo isso, um sindicato que tivesse alinhamento com o do ABC para a manutenção das políticas com seu pessoal.

Imediatamente o prefeito Juvenil iniciou as tratativas e várias áreas foram detectadas, todas com frente para rodovias que acessam rapidamente os caminhos para Santos, via RodoAnel. A empresa esteve em Salto inúmeras vezes acompanhada pela secretária Eliana, verificando as áreas e discutindo outros benefícios. Tive a oportunidade de acompanhar uma dessas visitas e assustei-me de imediato com o valor pretendido pelos proprietários de terrenos: a oscilação era de $ 50,00/m2 até $ 200,00/m2. Ai, o primeiro problema, já que sabíamos que outras cidades disputavam o mesmo interesse e suas terras eram muito mais baratas.

No seu papel de trazer para a cidade esse grande investimento, o prefeito Juvenil encaminhou à Câmara Municipal um novo projeto de lei para incentivo à grandes investimentos, com os limites que são possíveis sem comprometer as receitas do município. A lei foi aprovada em tempo recorde pelos vereadores, que também se engajaram nessa tentativa.

A escolha da área pela Mercedes aqui em Salto caiu em um local onde vários eram os proprietários. A secretária Eliana e o prefeito Juvenil começaram então a negociar com cada um deles os valores dos terrenos para serem vendidos. Pasmem, mas na mesma localidade os valores passaram a ser extremamente discrepantes: uns se comprometeram a vender por $ 40,00/m2, outros por $ 70,00/m2. E um deles chegou a pedir $ 200,00/m2, já que tinha ali um alto “valor sentimental”. Essa discrepância toda em uma área de 1.000.000 de m2, todas as glebas vizinhas. A média dos valores ficou em $ 60,00/m2.

Enquanto isso, Iracemápolis oferecia o terreno a $ 5,00/m2!!!

Por mais que a logística seja importante para a empresa (e será), uma diferença inicial de $ 55 milhões no investimento paga qualquer necessidade de adaptação nesse quesito. Até porque essa logística será feita por terceiros que terão necessariamente de negociar com a Mercedes. E negociar com a Mercedes não é para qualquer um.

Triste conclusão chegamos: perdemos esse belo investimento por conta da gana dos proprietários de terrenos de nossa cidade. Não existiu nenhuma preocupação com o que isso representaria para a comunidade saltense. O que orientou as negociações foi a gana pelo lucro.

Isso se chama ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA!

Recentemente um supermercado queria se instalar no início da Av. Migrantes. Como sabemos, ali temos belos terrenos sem nenhuma aplicação: servem as vezes para usos esporádicos. O supermercado não se instalou pois assustou-se com o valor pedido pelo terreno pretendido. E assim outros exemplos poderíamos citar. Espero que um dia o prefeito Juvenil nos conte a dificuldade de negociação que ele enfrentou para garantir a vinda da SIL para Salto.

Uma pena! A ganância sendo barreira para o desenvolvimento acelerado que poderíamos ter.

Mas somos insistentes e continuaremos nessa batalha para ampliar o leque de investimentos na cidade. Com uma média de mais de uma empresa sendo anunciada por mês, a Secretária Eliana e o Prefeito Juvenil têm demonstrado a capacidade da prefeitura em negociar e a potencialidade de crescimento que nossa querida cidade tem. Poderia ser muito maior não fosse a ganância.

O que precisamos é encontrar mecanismos para contê-la. E o imposto progressivo para terrenos aprovado no novo Código Tributário Municipal tende a ser um desses mecanismos.

Se não falarmos ninguém noticiará

 

Do Tijolaço

 

Os jornais e o PSDB insistem que saíram do Tesouro Nacional as verbas para os estádios para a Copa.

Já se provou fartamente que não houve um real do Orçamento Público nestas obras, embora tenha havido, sim, em obras associadas ao evento, sobretudo na área de mobilidade urbana: corredores de transporte, metrô, obras viárias em geral.

Ah, mas houve dinheiro do BNDES, dizem.

Sim, houve. E daí? O BNDES é um banco, que empresta dinheiro a juros. Mais baixos que os bancos privados, é verdade, porque são empréstimos de longo prazo, que banco privado no Brasil não faz, como todo mundo sabe.

São empréstimos com taxa de risco, remuneração pela intermediação e garantias líquidas, sobretudo o empenho das transferências federais aos Estados e Municípios.

Tem limite de valor (até R$ 400 milhões) e de participação (75%).

Igualzinho a um financiamento imobiliário.

Isso é público e publicado.

É só entrar na internet e ler.

Mas vamos aceitar isso e perguntar: ah, então tem financiamento para a Copa, mas não tem para outras coisas.

Não?

Sexta-feira mesmo, em meio à confusão toda, o BNDES aprovou um empréstimo de “apenas” R$ 2,3 bilhões – ou se quiserem, seis estádios – para o Governador tucano Geraldo Alckmin expandir o Metrô de São Paulo para  Vila Prudente, São Lucas, Água Rasa, Vila Formosa, Aricanduva, Cidade Líder, Sapopemba, São Mateus, Parque do Carmo, São Rafael, Iguatemi, José Bonifácio, Guaianazes e Cidade Tiradentes e também Orfanato, Água Rasa, Anália Franco e Vila Formosa.

São, além das linhas, 71 trens. Um milhão e trezentos mil beneficiados.

Já são mais de 6,2 bi de grana para expandir o metrô paulista, entre Serra e Alckmin.

Mas o Governo Federal, estranhamente, é uma galinha que bota ovo e não cacareja.

É o contrário do que Millôr Fernandes dizia dos políticos, que cacarejam e não botam ovo.

Fica esperando que a nossa isenta e equilibrada mídia divulgue.

O Millor também dizia que”quem não anuncia, se esconde”.

Tomara que isso tenha mudado.

Por: Fernando Brito