CEPAL: crescimento dos salários na AL é puxado por Brasil e Argentina

 

Boletim da Fundação Perseu Abramo 58

 

Estudo publicado pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) analisa a participação dos salários no PIB a preços correntes em 15 países da América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) de 1950 a 2010. Essa é uma forma de medir a distribuição da renda no país: quanto maior a participação dos salários, menor seria a desigualdade.

Segundo o estudo, na Argentina, Brasil, Chile, México, Panamá, Uruguai e Venezuela se observam dois ciclos completos da relação salários/PIB, enquanto nos outros países há somente um ciclo completo ou uma situação menos definida. Em geral, na América Latina, entre os anos de 1950 a 1970 são registrados os maiores percentuais de participação dos salários sobre o PIB regional, com um valor mínimo nos anos 1980, outro aumento em nível menor nos anos 1990 para uma nova queda até 2005, para constatar novamente uma tendência crescente.

O estudo evidencia uma participação salarial de em média 38,8%, com um valor máximo em 1967 (41,7%) e mínimo em 2004 (33,7%). Ainda se defende que, a partir da segunda metade dos anos 2000, há tendência crescente da participação dos salários no PIB da América Latina como um todo, com maior contribuição a esse fenômeno sendo da Argentina e do Brasil. No longo prazo, segundo o estudo, as economias que contribuem para que a participação salarial da América Latina seja mais elevada também são Argentina e Brasil e na média se destaca o Chile, enquanto Colômbia, México, Panamá e Peru tendem a diminuí-la.

Para o Brasil, o estudo mostra que as mais altas participações dos salários sobre o PIB ocorrem na virada dos anos 1950-60, época marcada por maior poder reivindicativo dos trabalhadores, que termina com o golpe de 1964. O Brasil (e Argentina) apresenta expressivo refluxo da participação dos salários em dois intervalos de tempo: durante a ditadura civil-militar (1964-1985) e com o neoliberalismo, na década de 1990 e início dos anos 2000. A partir de meados da década de 2000, a participação salarial sobre a riqueza bruta tendeu a crescer no Brasil. O México, por outro lado, envolvido em acordos de livre comércio com EUA e Canadá e sob influência neoliberal desde os anos 1980, demonstra números continuamente decrescentes para os salários em relação ao PIB.

Veja o estudo completo aqui.

Redução da pobreza multidimensional

 

Da Rede Brasil Atual

 

Pesquisa usa critérios mais abrangentes para aferir nível de pobreza. População nesta faixa caiu de 11,2% para 7,4% desde 2008. Para coordenadora, ‘a melhor maneira de comparar o Brasil é com ele mesmo’

 

Brasília – O índice de brasileiros em situação de pobreza multidimensional caiu 22,5% em seis anos, revelou hoje (24) o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Segundo levantamento, a parcela da população brasileira com privação de bens caiu de 4% para 3,1%, entre 2006 e 2012.

A fatia da população próxima à pobreza multidimensional caiu de 11,2% para 7,4%. A proporção de pessoas em pobreza severa passou de 0,7% para 0,5% na mesma comparação.

Os números constam do Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014. Além de publicar o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 187 países, o documento apresentou o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) para 91 países. Foi divulgada também a comparação do IPM com anos anteriores de 39 deles.

Diferentemente do IDH, que estima o grau de desenvolvimento com base na expectativa de vida, na renda e na educação, o IPM usa critérios mais abrangentes para avaliar o padrão de vida de um país. Esse índice leva em conta indicadores de saúde (nutrição e mortalidade infantil), educação (anos de estudo e taxa de matrícula) e a qualidade do domicílio (gás de cozinha, banheiro, água, eletricidade, piso e bens duráveis).

Outra diferença está no uso de dados nacionais. O IDH é construído com estatísticas do Banco Mundial, da Organização Mundial do Trabalho e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Índice de Pobreza Multidimensional, no caso do Brasil, baseia-se na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo Andréa Bolzon, coordenadora do Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, o IPM não permite a comparação entre países por causa da falta de padronização dos dados internacionais. “A melhor maneira de comparar o Brasil é com ele mesmo. Os indicadores mostram que há uma evolução significativa na redução da pobreza multidimensional.”

De acordo com ela, o principal objetivo do IPM é retratar a pobreza não apenas em função da renda. Pelos padrões internacionais, a linha de pobreza está fixada em US$ 1,25 por pessoa por dia. “O Índice Multidimensional de Pobreza procura não captar apenas a renda, mas as condições materiais de sobrevivência.”

Pelo critério tradicional de medição, o índice de pobreza no Brasil é maior que a pobreza multidimensional. De acordo com o Pnud, 6,14% da população brasileira ganhava menos que US$ 1,25 diários em 2012. No México, ocorre o contrário. A pobreza multidimensional atingia 6% da população, enquanto a pobreza com base na renda mínima afetava apenas 0,72% no mesmo ano. “O IPM, na verdade, reflete o modo de vida e a estrutura de cada sociedade”, esclarece a coordenadora.

Programas sociais ajudam a frear a pobreza

 

Da Rede Brasil Atual

 

São Paulo – A ampliação dos gastos públicos e os programas sociais ajudaram o Brasil a impedir o retorno das camadas mais vulneráveis da população à pobreza após a crise econômica global de 2008. A avaliação está no Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014, divulgado hoje (24) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

De acordo com o documento, a política anticíclica (aumento de gastos públicos em momentos de baixo crescimento econômico), os programas de transferência de renda e a política de valorização do salário mínimo fizeram o consumo dos 40% mais pobres da população continuar a crescer em ritmo maior que a média da população.

O representante residente do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, considera acertada a política adotada para aumentar a resistência da população que ascendeu socialmente nos últimos anos a choques econômicos. “A crise financeira internacional criou sérios problemas para o Brasil, ameaçando a geração de empregos e o progresso social”, explicou.

Para Chediek, a estratégia de aumentar gastos públicos para conter crises econômicas deveria ter sido seguida pelos países avançados. “Recomendamos a adoção de políticas anticíclicas em momentos de instabilidade econômica. A receita não foi seguida nos países desenvolvidos, que cortaram gastos e agravaram o desemprego, e a vulnerabilidade da população”, comparou.

Segundo Andréa Bolzon, coordenadora do Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, a ajuda às populações mais pobres não se resumiu aos programas sociais. A ampliação do crédito e a valorização do salário mínimo ajudaram a manter a formalização do mercado de trabalho por meio do estímulo ao consumo interno.

“No mundo inteiro, existe a tendência de queda do emprego e aumento da informalidade. O Brasil é um dos poucos países a registrar aumento do emprego e diminuição do trabalho informal entre 2007 e 2010”, apontou Andréa.

Para a coordenadora, as medidas adotadas ajudaram a manter o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em alta contínua, mesmo após o agravamento da crise econômica global. “Ano a ano, a nota do Brasil aumenta. Muito disso tem a ver com as políticas de redução das vulnerabilidades”, declarou. Em 2013, o Brasil ficou na 79º posição no ranking internacional de desenvolvimento humano, com índice de 0,744.

Além da adoção de políticas anticíclicas, o relatório recomenda a implementação de um piso de proteção social em todos os países. Segundo o documento, o nível mínimo é possível mesmo nas nações mais pobres. Países desenvolvidos, como a Dinamarca e a Suécia, começaram a adotar essas políticas quando tinham uma renda per capita semelhante à observada atualmente na Índia.

IDH – Elogios aos avanços do Brasil

Da Rede Brasil Atual

 

Brasília – Ao analisar nesta quarta-feira (24) o relatório sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da ONU, a ministra de Desenvolvimento Social, Tereza Campello, destacou que o bom resultado do país apresentado no trabalho é reflexo das políticas sociais integradas implementadas nos últimos anos. O Brasil aparece com nota 0,744, dentro da faixa de “desenvolvimento humano elevado” – em uma escala de 0 a 1, sendo que 1 é o melhor índice possível.

A ministra ressaltou, no entanto, que tais índices poderiam ser bem melhores se tivessem sido levadas em conta estatísticas recentes do país – uma vez a base de dados foi 2010 a 2012. Caso tivessem sido levados em conta levantamentos mais recentes, a ministra estima que o Brasil passaria a ter 0,764 de índice, o que o colocaria na 67ª colocação, 12 à frente da atual.

Conforme o cálculo apresentado pelo governo, em dois dos três critérios usados pelo Pnud para medir o IDH há diferenças estatísticas. Em relação à esperança de vida ao nascer, o dado usado pelo órgão da ONU foi 73,4 anos. O mais atual seria 74,8 anos.

Em relação à expectativa de anos de estudos e à média de anos de estudo da população adulta, foram considerados 15,2 anos e 7,2 anos, respectivamente. As informações atualizadas seriam 16,3 anos e 7,6 anos, respectivamente. Em relação à renda nacional bruta per capita, foram mantidos os US$ 14.275.

De acordo com Tereza Campello, para obter um comparativo com todos os países avaliados, o Pnud levou em consideração dados do IBGE referentes a quatro e dois anos atrás, mas o instituto já possui estatísticas mais atuais sobre os mesmos índices pesquisados que mostram desempenho melhores. Isso aconteceu, segundo ela, porque enquanto a apuração destes dados é mais recente no Brasil, não ocorreu o mesmo em vários países, e o estudo precisava comparar todos durante o mesmo período.

Intitulado “Progresso Humano Sustentável: reduzindo vulnerabilidades e construindo resiliência”, o relatório do Pnud mostra que, de 1980 até 2013, o IDH brasileiro aumentou em 36,4%. Além disso, o país foi um dos que mais melhorou seu desempenho no índice, que associa o desenvolvimento à redução da desigualdade e políticas integradas voltadas para melhoria da qualidade de vida e aumento da expectativa de vida da população, dentre outros fatores.

Foram destacados no trabalho, em relação ao Brasil, políticas de valorização do salário mínimo, iniciativas voltadas para o aumento do emprego formal em conjunto com o combate à informalidade e os programas de transferência de renda condicionados à saúde e à educação, como é o caso do Bolsa Família.

O grande número de citações ao Brasil e os elogios às políticas de proteção social, reiterados pela agência das Nações Unidas, foram vistos pela ministra como os principais pontos positivos na divulgação do IDH. “Estamos muito orgulhosos deste reconhecimento internacional.”

Desigualdade continua

Na avaliação do representante do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, apesar do bom resultado de seus programas, o Brasil ainda perde muito com a desigualdade social. E, por essa razão, segundo ele, precisa criar uma agenda de desenvolvimento humano mais abrangente de forma a levar em conta a preocupação de não vir a ser observada nos próximos anos situação de retrocesso social. “Não basta só eliminar a pobreza, mas fazer com que o pessoal não caia novamente na pobreza. O passivo histórico do país é enorme”, afirmou o técnico.

Desde 1980, a expectativa de vida do brasileiro aumentou 11,2 anos. A renda foi ampliada em 56% e a escolaridade média da população subiu de 2,6 anos para 7,2 anos na escola – um índice que o Executivo trabalha para que aumente.

Em relação à desigualdade, a ministra de Desenvolvimento Social justificou que os indicadores apresentados são importantes para a continuação das atuais políticas públicas, mas frisou que a questão da desigualdade não pode ser resolvida em uma década. “Temos 500 anos de desigualdade no Brasil. Não se resolve isso em dez anos”, colocou.

Mais inclusão

O ministro da Educação, Henrique Paim, afirmou que a melhoria do índice educacional mostrou o aumento no processo de inclusão de pessoas que estudam no país, o que é avaliado como uma grande evolução, mas reconhece que é preciso haver melhora. “Foi verificado esforço no sentido de inclusão e frequência escolar por parte dos alunos, demonstrando que o Brasil avançou bastante na área. Estamos à frente, em expectativa de estudo, de países como o Chile, que é usado como exemplo por várias pessoas”, ressaltou.

Já o ministro da Saúde, Arthur Chioro, chamou a atenção para o indicador relacionado à expectativa de vida, cujos dados foram citados por ele como “ganhos essenciais para os brasileiros”. “Diminuímos consideravelmente a mortalidade infantil de 1980 até agora e também apresentamos reduções importantes em doenças crônicas não transmissíveis, como as de aparelho cardiovascular, câncer e doenças respiratórias. Também notamos um declínio nos homicídios e acidentes de trânsito”, ressaltou.

O ministro citou ainda dentre os outros dados que colaboraram para o aumento na expectativa de vida dos brasileiros a redução da chamada nutrição aguda e, principalmente, da desnutrição crônica.

Decréscimo na AL

O ranking mundial do IDH colocou o Brasil na faixa das nações com “elevado desenvolvimento humano”. O país está em 79º lugar, acima da Geórgia, Granada e Peru. E abaixo de países como Sérvia, Jordânia e Arzebaijão. Os países citados no estudo como os de IDH mais alto são Noruega (1º lugar), Austrália (2º), Suíça (3º), Suécia (4º), Estados Unidos (5º), Alemanha (6ª), Nova Zelândia (7ª ), Canadá (8ª ), Singapura (9ª ) e Dinamarca (10º).

Na América Latina, segundo o Pnud, houve uma desaceleração em relação ao IDH dos países, o que levou a região a ver reduzido pela metade o índice global dos últimos cinco anos. Mesmo assim, o relatório mostrou que, dentre os países latino-americanos com maior grau de desenvolvimento humano, despontam Chile (em 41º lugar), Cuba (44º) e Argentina (49º), enquanto outros 29 países da região estão classificados como de “elevado desenvolvimento” ou “médio desenvolvimento”.

Com informações da Agência Brasil.

Os números de nosso país.

 

Do Conversa Afiada

 

Conversa Afiada reproduz os números que o Nunca Dantes usou no comicio do PT .

O Arrocho Neves e o Dudu 3% foram soterrados …

O BRASIL DE 2014

➢ É a 7ª economia mundial

➢ É o 2º maior país exportador de alimentos

➢ É o 1º produtor e exportador de soja

➢ É o 1º produtor e exportador de café

➢ É o 1º produtor e exportador de açúcar

➢ É o 1º produtor e exportador de suco de laranja

➢ É o 1º produtor e exportador de carne bovina

➢ É o 1º produtor e exportador de frango

➢ É o 3º maior produtor de frutas

➢ É o 1º fabricante de jatos regionais

➢ É o 3º fabricante de aviões comerciais

➢ É o 4º mercado de veículos

➢ É o 7º produtor mundial de veículos

➢ Tem a 4ª maior indústria naval

➢ É o 2º maior produtor de minério de ferro

➢ É o 9º maior produtor de aço

➢ É o 4º maior produtor de cimento

➢ É o 4º maior produtor de celulose

➢ É o 1º em celulose de eucalipto

➢ É o 9º maior produtor de papel

➢ É o 7º maior fabricante de produtos químicos

➢ É o 8º maior produtor de alumínio primário

➢ É o 4º maior produtor de bauxita

➢ É o 3º maior produtor de alumina

➢ É o 5º maior produtor de têxteis

➢ É o 4º maior produtor de confecções

➢ É o 3º maior produtor de calçados

➢ É o 2º maior gerador de energia hidrelétrica

➢ É o 1º produtor de etanol e o 3º de biodiesel

➢ É o 7º maior gerador de energia elétrica e 9º maior consumidor

➢ É o 3º maior mercado de computadores pessoais

➢ É o 5º em telefones celulares e o 5º em telefones fixos.

➢ É o 4º país em usuários de internet e o 3º em número de servidores

➢ É o 4º país em extensão de rodovias

➢ É a 4ª maior força de trabalho (104 milhões)

➢ É o 7º maior mercado de consumo do mundo

➢ É o 5º em reservas internacionais (US$ 377 bilhões)


ENTRE OS PAÍSES DO G20 O BRASIL DE 2014

➢ Teve o 9º maior crescimento do PIB em 2013 (2,3%0)

➢ É o 1º na proporção entre reservas e dívida de curto prazo (10 vezes)

➢ É o 2º na proporção entre reservas e importações (18 meses)

➢ Teve o melhor resultado primário médio entre 2008 e 2013 (2,54%)

➢ É a 6ª menor dívida pública bruta em relação ao PIB (57,2%)

➢ Tem o 4º maior investimento Educação (5,8% do PIB)

➢ Tem o 9º maior investimento em Saúde (8,9% do PIB)