Mortalidade Infantil cai 34% em Salto

Da Prefeitura de Salto

Índice é utilizado por órgãos internacionais para avaliar a eficácia dos serviços públicos de um lugar.

Mortalidade Infantil cai 34% em Salto

A taxa de mortalidade infantil na Estância Turística de Salto em 2013 (8,9) caiu 34% em relação a 2012 (13,6), segundo dados da Fundação SEADE (Sistema Estadual de Análise de Dados).

O índice no munícipio em 2013 é 22% menor que a taxa do Estado de São Paulo (11,5), 32% menor que a taxa da Regional de Saúde Sorocaba (13,2) e 28% menor que a taxa de Itu (12,4) e Indaiatuba (12,5). Além disso, Salto é o 7º em mortalidade infantil da Região Metropolitana de Sorocaba, ficando atrás apenas de municípios com população entre 3 mil e 51 mil habitantes.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde os fatores que mais influenciaram na diminuição do índice em Salto foram os investimentos em saneamento básico, no sistema de saúde, disponibilidade de remédios e vacinas, além do acompanhamento médico.

O município conta com um Comitê Municipal de Mortalidade Infantil ativo, que se reúne mensalmente para discutir e avaliar todos os casos de óbitos infantis. Este comitê é formado por médicos, enfermeiros, técnicos da Secretaria Municipal de Saúde, Sociedade Beneficente São Camilo e um representante do Conselho Tutelar.

Logo no início da atual gestão, o trabalho desse Comitê foi intensificado. Foram separadas as principais causas de óbitos em crianças até um ano e constatou-se que uma delas era a prematuridade relacionada a infecção urinária. A partir daí, a Secretaria de Saúde criou um protocolo de informações clínicas específico para as gestantes, desenvolveu um material de orientação sobre cuidados para gestantes e puérperas, baseado em orientações do Ministério da Saúde, que foi distribuído em todas as unidades de saúde para o corpo de profissionais que atua diretamente com esse público.

Em 2013, o Comitê reformulou o Protocolo de Assistência ao Pré-Natal da Rede Básica de Saúde e ampliou o acesso aos exames diagnósticos. Atualmente, o acompanhamento da gestante também é multidisciplinar, realizado por médico, enfermeiro, nutricionista, dentista e fonoaudiólogo. A gestante também tem atendimento prioritário em todas as unidades de saúde.

O município conta ainda com o serviço de Pré-Natal de Alto Risco, localizado no Centro Integrado de Saúde da Mulher, onde são encaminhadas todas as gestantes que possuem alguma doença ou complicação em decorrência da gravidez.

No Centro Integrado de Saúde da Mulher, também funciona o Programa “Acalento”, um ambulatório de acompanhamento de crianças prematuras, ou portadoras de doenças congênitas. O “Acalento” realiza visita a todas as mulheres ainda na Maternidade do Hospital Municipal, realizando um trabalho especial no incentivo à amamentação e para garantir a assistência do recém-nascido também realiza o agendamento da 1ª consulta de puericultura na Unidade Básica.

Parcerias com outros setores como CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) e Conselho Tutelar também fortalecem estas ações, auxiliam na busca ativa de gestantes que não aderem ao pré-natal, bem como no acompanhamento de crianças em situação de vulnerabilidade.

“O apoio da Prefeitura nos últimos dois anos para a ampliação de cargos na saúde e da oferta de exames e reformulação de programas, além da firme determinação em utilizar as informações do Comitê de Mortalidade como plano estratégico norteador das ações das secretarias foram fundamentais para melhora deste índice, que impacta diretamente na qualidade de vida da população”, ressalta a coordenadora do Comitê, Agueda Brizola Silva.

Outro trabalho que tem contribuído para a queda do índice de Mortalidade Infantil em Salto é o desempenhado pela “Estratégia Saúde da Família”, que muitas vezes acaba por encontrar mulheres que não seguem corretamente o Pré-Natal ou que não levam seus filhos até a unidade de saúde.

A agente comunitária de saúde, Natasha Aparecida da Silva explica que o Programa acompanha a gestante durante toda a gestação, sempre orientando sobre os cuidados que se deve ter e cobrado a presença nas consultas agendadas. “Nós criamos um vínculo muito bom tanto com a mãe quanto com o bebê. Após o nascimento, sempre verificando as carteiras de vacinação, hábitos alimentares e de higiene, além disso estamos atentos ao desenvolvimento da criança”, conta.

Dona Laodicéia Aparecida Padilha Cunha, mãe de Gabriele Aparecida da Cunha, 15 anos, que teve toda a gestação de seu filho João Marcelo acompanhada pela “Estratégia Saúde da Família” enfatiza que o atendimento prestado pelo Programa é completamente diferente do que teve na gestação de sua filha. “Minha filha foi muito bem acompanhada pela Estratégia. No início da gravidez ela teve complicações com descolamento de placenta e também foi acompanhada pelo Pré-Natal de Alto Risco até receber alta. Isso foi essencial para que meu neto nascesse sadio”, disse.

O Prefeito Juvenil Cirelli comemora o resultado. “Esse avanço reflete muito o que tenho dito desde o início de 2013, que temos feito investimentos estruturantes fundamentais para a melhoria da qualidade de vida dos saltenses”, observa. “Esse tipo de dado, como o da redução da mortalidade, reflete o que muitas vezes não é perceptível aos olhos da população, porque não se trata de nenhuma grande intervenção pública de visibilidade, mas de uma ação trabalhosa, do que se chama trabalho de ‘formiguinha’ e, diga-se de passagem, a nossa Secretaria da Saúde é composta de formigas muito aplicadas e dedicadas à população”, completa.

“O atendimento com médico pediatra está disponível em todas as unidades de saúde, o acesso é rápido, em algumas unidades temos o profissional de segunda à sexta feira, incentivamos inclusive que os pais levem a criança na UBS quando intercorrências ao invés de buscar o pronto socorro”, ressalta Agueda.

Até os dois anos de idade, todas as crianças devem realizar consulta mensal na unidade básica para acompanhamento do crescimento, desenvolvimento e situação nutricional, independente se está doente ou não, é o chamado acompanhamento de puericultura. Esse acompanhamento é de extrema importância também para a realização das vacinas que são fundamentais nessa fase da vida e importante medida também para prevenção de doenças.

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