Dia dos pais

Está acabando mais um dia dos pais. Quase 22 horas e uma nova semana se avizinha. Uma semana que promete e muito em relação à campanha eleitoral, já que o tempo está diminuindo e os candidatos ainda tem muitos votos a conquistar.

Mas quero falar do dia e dos seus reflexos. Ganhei dois lindos presentes de meus dois filhos: um almoço feito pela minha filha Larissa e um telefonema de meu filho Tiago, que mora muito longe daqui. Nada melhor do que marcas que fazem a gente recordar toda a estrada percorrida em convivência com nossos filhos. Depois de quase três décadas (Tiago já tem 28 anos) de convivência com ambos, sinto-me cada vez mais tranquilo em relação às suas vidas e suas escolhas. Apesar de ambos serem muito diferentes, guardam em si um respeito à vida e seus momentos que fazem inveja a mim próprio. Certa vez, diante de uma amiga que vivia um drama em relação a filhos e seus futuros, disse uma frase que até a mim marcou: nossos filhos sempre guardarão dentro deles o que ali colocamos, então confie em você e em tudo o que deu a eles.

Enquanto almoçava com Larissa e ouvia Tiago no telefone, as passagens de vida corriam pela minha mente como um grande filme. Os momentos marcantes, tristes, alegres, difíceis, rotineiros, enfim, apareciam como que um grande painel de recordações.

Larissa foi a que mais sofreu por conta de minhas opções políticas. Nasceu em 1987, um ano antes de eu ser candidato a prefeito; em 1990 fui o presidente eleito do sindicato dos metalúrgicos; em 1992, novamente disputando eleições desta vez como candidato a vice-prefeito; e na sequencia minhas longas e infindáveis viagens por conta da federação e da confederação. Ou seja, em sua infância fui um ilustre desaparecido. Tinha tudo para ter hoje uma filha revoltada e distante de mim. Muito pelo contrário: é um doce que luta na vida e ajuda em meus caminhos.Vive agora um novo momento de transição que tenho certeza lhe dará mais força e experiência diante da vida, já que ela sabe tratá-la de forma meiga e corajosa.

Tiago, mais agitado, me acompanhava nos comícios e sempre fazia questão de falar ao microfone. Todos diziam: esse vai ser um político quando crescer. Depois de crescido, sem deixar de ser agitado, passou a impor a si próprio grandes planejamentos de vida. Sua ascensão enquanto mestre em computação foi toda planejada e executada como tal. Passou em cinco faculdades públicas e pode escolher entre elas a melhor. Fez seu mestrado na França onde mora e trabalha até hoje. Não se transformou em um político, mas tem um senso crítico altamente aguçado e humano. Politicamente temos nossas diferenças, mas a admiração que lhe tenho por conta de sua profundidade e visão de mundo é maior que qualquer uma delas.

Dois pequenos parágrafos que passam muito longe de dizer o que ambos são. Somente os registro para dizer que meus filhos são criaturas muito especiais e que dou graças a vida por isso. Espero que eles tenham o privilégio que tive da vida em ter criaturas tão especiais próximas de mim. Próximas apesar das distâncias. Próximas nas mentes e pensamentos. Próximas para garantir a convivência todos os dias da vida.

Realmente o dia dos pais de hoje foi muito especial. Um grande beijo aos meus queridos filhos.

OBS – A foto que aparece na aba de apresentação deste post é de meus pais. Qualquer dia falo deles também.

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4 comentários sobre “Dia dos pais”

  1. Tetéia, muito lindo o seu texto e bastante profundo, apesar de curto rsrsr
    Um grande abraço e sucesso nessa nova empreitada da sua vida!
    Parabens

    Rita Modesto

  2. Como fui vizinha de vocês i vi a convivência de sua família sei que a consequência não seria outra. Parabéns a você e a seus filhos.

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