Alto potencial de consumo saltense

O JORNAL DE QUARTA de hoje traz como reportagem principal um estudo da IPC Marketing Editora que projeta o potencial de consumo de nossa cidade. Em 2012 esse potencial está definido em $ 1,87 bilhão.

Na reportagem, algumas falas importantes de Paulo Takeyama, presidente da ACIAS – Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Salto. Começa dizendo que “…os donos de estabelecimentos comerciais tem que se movimentar para reverter a cultura do saltense de comprar tudo fora.” Uma realidade bastante comum em nosso meio é, aqueles que podem e conseguem, fazer suas compras de maior valor agregado em outras cidades e shoppings da região. O presidente chama a atenção de seus pares para a importância da criação de atrativos que garantam o maior volume desses recursos aqui na cidade. Chama a atenção também do poder público que, segundo ele, deve investir “…em melhorias do trânsito nos principais corredores comerciais do centro, em mais iluminação pública e segurança…” “Salto precisa investir para transformar nossos corredores comerciais em verdadeiros shoppings a céu aberto…”, conclui.

Bastante oportuna as observações de Paulo Takeyama, principalmente porque chama à responsabilidade dois atores muito importantes nessa conquista: os empresários locais e o poder público. É a conjugação desses dois atores que conquistarão o consumidor local para comprar na cidade.

A reportagem coloca claramente que “dinheiro o saltense tem”. O número apontado pela IPC coloca Salto na 64ª colocação de maior potencial no estado de SP e na 210ª do país, o que justifica a frase que inicia a reportagem: dinheiro o saltense tem.

O presidente da ACIAS destaca ainda que o “comércio saltense está sendo variado e ampliado” e que o “setor calçadista de Salto é um dos mais competitivos e fortes”. Destaca ainda o grande avanço do setor alimentício, que nos últimos meses tem ampliado e muito sua oferta de bares e restaurantes por toda a cidade.

Um dado que não pode passar despercebido por quem pensará o desenvolvimento da cidade é o destacado por Paulo quando diz que “…a classe C do país, a que ganha entre $ 1.750,00 e $ 7.500,00 por mês, deverá atingir 118 milhões de pessoas até 2014, elevando cada vez mais o número de novos consumidores, ávidos por produtos e serviços que antes não consumiam”, conclui.

Dados importantes em um momento que discutimos nossa cidade. O presidente da ACIAS coloca como fundamental a parceria entre o poder público e os empresários, além de “cobrar” de seus pares maiores investimentos nos atrativos do consumidor local. De parte do poder público aponta questões muito específicas que devem ser trabalhadas de forma constante e incisiva pela nossa prefeitura municipal. Acrescentaria aos seus comentários algo importante: além de fortalecermos os principais corredores do centro da cidade, precisamos também de uma atuação forte e consistente nos principais corredores comerciais dos grandes bairros de nossa cidade, como Jd. das Nações, Jd. Santa Cruz, Região Noroeste, entre outros. Isso porque se conseguirmos fazer com que o consumidor saltense privilegie nosso comércio e esse comércio esteja mais próximo dele, evidente que a distribuição dessa riqueza será territorialmente mais ampla, atingindo um maior número de pequenos e médios empresários.

Uma discussão importante que faz parte das propostas de governo de JUVENIL e JUSSARA e que a reportagem de hoje do JORNAL DE QUARTA trouxe referenciais da realidade  que fortalecem os caminhos propostos e evidenciam uma boa preocupação para todos nós.

2 thoughts on “Alto potencial de consumo saltense”

  1. Gostei muito,precisamos abrir uma grande discussão,pois nós consumidores temos muito tbém pra reclamar do comércio saltense,que tudo vai comprar fora e não busca aqui,não valoriza a nossas pequenas empresas.

    1. Muito bem lembrado, Maria Silvia.

      Creio que a proposta de reativar o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico, que o Juvenil defende, pode abrir espaço para grandes negociações nessa direção, diretamente entre produtores e comerciantes. De minha parte acho que quanto mais pudermos incentivar os dois atores, melhor será para aqueles que aqui consomem, ampliando inclusive as possibilidades de campanhas de convencimentos para isso. Abraços!

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