“O falso pode se tornar verdadeiro pela repetição na imprensa como um todo”

Do Luiz Nassif

Jornal GGN – Quem disse isso, que “aquilo que é falso pode se tornar verdadeiro pela repetição na imprensa como um todo” foi o advogado criminalista Antonio Carlos Almeida Castro, conhecido por Kakay, que sempre teve muito espaço na mídia, justamente por seus clientes. E ainda ganha. Advogado de Duda Mendonça no julgamento do mensalão, Kakay é o responsável por sua absolvição. E desde o começo de março, Kakay foi contratado por Aécio Neves, para acompanhar os desdobramentos da segunda fase da Operação Lava Jato. O PGR pediu o arquivamento do processo contra Aécio. Kakay continua na área.

Mas ele é o advogado que joga muito bem com a mídia, nunca em causa própria, sempre em nome deste ou daquele interesse de seu representado. E é na condição de advogado com larga experiência no trato com o Supremo Tribunal Federal que ele deu mais esta entrevista, desta vez à Gazeta do Povo, analisando a atual situação, que é única no que diz respeito à tensão. Leia a entrevista a seguir.

 

Da Gazeta do Povo

“Eu advogo no STF há 33 anos e nunca vi uma situação tão tensa no Supremo”

Antonio Carlos de Almeida Castro (Kakay), advogado criminalista

Paulo Ferracioli, especial para a Gazeta do Povo

Ficha técnica

Natural de : Patos de Minas (MG)

Currículo : graduado em direito pela Universidade de Brasília (UnB). Advogado criminalista.

Leu recentemente : A morte de Ivan Ilitch, de Leon Tolstoi ; O livro do desassossego, de Fernando Pessoa

Juristas que admira : Nelson Hungria, Sepúlveda Pertence, Luís Roberto Barroso

Nas horas vagas : lê, bebe vinho e faz academia e pilates

Curiosidade : é sócio de dois restaurantes em Brasília

Famoso por defender figuras de renome da política nacional, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como Kakay, não hesita em criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento do caso do mensalão. Segundo ele, a ação penal 470 teve resultados desastrosos para a jurisprudência brasileira. A atuação do ministro Joaquim Barbosa como presidente do STF também foi objeto de repúdio pelo advogado criminalista. Durante sua passagem por Curitiba para a V Conferência Estadual dos Advogados, Kakay concedeu entrevista ao Justiça & Direito, na qual analisou sua relação com a imprensa e ainda criticou institutos de direito processual penal.

Qual balanço é possível fazer da ação penal 470, o caso mensalão?

Houve a espetacularização do resultado, uma tentativa de o Supremo Tribunal Federal (STF) atender à voz das ruas, o que é uma coisa indefinida. Houve um atraso na jurisprudência, o ministro Joaquim Barbosa chegou a admitir que colocou as penas altas para fugir da prescrição, o que é um caso de impeachment. Criou-se uma falsa impressão de que o Poder Judiciário brasileiro mudou. Mas quem faz o Judiciário brasileiro são os juízes das comarcas mais distantes, que trabalham sem condições mínimas de trabalho, são os desembargadores, que têm milhares de processos. É muita petulância desse cidadão achar que aquele processo mudou o país. Nada disso. A mensagem passada foi muito ruim. Na época, ele virou o relator, o presidente e o carcereiro. A mensagem que se passa para o promotor da comarca distante é muito ruim. Um ministro do Supremo não tem de estar preocupado em ser aplaudido em um bar. Tinha de estar preocupado em ser respeitado pela jurisprudência que ele vai fazer. Esse processo trouxe muitos malefícios, foi ruim para a jurisprudência porque retirou vários direitos garantistas e constitucionais que custamos a consolidar. Criou uma impressão de insegurança para o cidadão que é lúcido. Imagine estar sentado em casa vendo televisão e ver uma briga do Joaquim Barbosa com os outros ministros. O cara pensa: “meu Deus do céu, isso aí que é o STF?” O Judiciário como um todo precisa ter uma certa austeridade.

Com a presidência do ministro Ricardo Lewandowski, o senhor espera mudanças no STF?

Sem sombra de dúvida. O Lewandowski tem uma tradição de lenheza no trato com as pessoas, com a advocacia, com o Ministério Público e com os próprios pares. Acho que vai haver uma mudança significativa. A toga era maior que o Joaquim, e ele não suportou esse peso. Apequenou o STF através de sua atitude arbitrária e sempre muito agressiva, tanto com jornalistas quanto com os pares. Chegou a dizer que o plenário do STF tinha feito uma chicana. Eu advogo no STF há 33 anos e nunca vi uma situação tão tensa no Supremo. O natural agora é que volte a uma normalidade. O Joaquim era muito inseguro. O STF tem de ser uma casa aberta como sempre foi, os ministros sempre recebem. Quando o Joaquim assumiu no STF, eu fui levar a ele um memorial e um parecer do então advogado e hoje ministro Luís Roberto Barroso. O Joaquim me disse: “eu recebo seu memorial, Kakay, e vou lê-lo com prazer, mas o parecer não precisa nem deixar comigo porque eu não leio, porque eu acho que pareceristas são todos vendidos”. Eu falei: “mas, Joaquim, isso aqui é um parecer do professor Barroso”. E ele: “não, quem faz parecer é para ganhar dinheiro”. Ele tinha essa pequenez. Acho que é um momento muito bom para o Supremo, é muito interessante que um homem do porte do Lewandowski venha a assumir.

O senhor tem uma boa relação com a imprensa. A classe jurídica presta a devida atenção a isso?

É importante você fazer o contraponto em nome do seu cliente. Eu não falo com a imprensa porque quero falar. Eu estou sempre falando em nome de uma tese ou de uma proposta do meu cliente. Se você deixa num processo que está na mídia que só ocorra a versão da acusação, você cria uma dificuldade no futuro para o seu cliente. Procuro ter [um bom relacionamento com a imprensa], dentro do princípio de que o contraponto é necessário. Eu gasto um tempo enorme, mas faço com prazer. Primeiro, porque estou defendendo uma ideia, que serve para a advocacia como um todo. Eu, que atuo em casos que têm furor midiático, acho que você tem que mostrar o outro lado. Aquilo que é falso pode se tornar verdadeiro pela repetição na imprensa como um todo. Quando meu cliente fala que quer contratar um assessor de imprensa porque está muito rumoroso o caso, eu respondo que o melhor assessor de imprensa é aquele que te tira da mídia. Quando o processo sai da mídia, ele passa a ter um embate que aí me interessa, que é o embate técnico. Quando ele está na mídia, há uma certa deturpação que não interessa a ninguém. Eu costumo dizer que as pessoas se portam como se estivessem em um jogo de máscaras. Prefiro que o meu cliente esteja em um processo fora da imprensa e, de preferência, fora do foro único do Supremo Tribunal Federal.

O senhor atua em casos pro bono?

Se eu sou procurado, há uma tese que me impressiona e a pessoa não pode me pagar, eu aceito. Meu escritório é muito pequeno, somos em cinco advogados. Eu atuo basicamente em tribunais superiores e em processo penal. Às vezes eu me sensibilizo com a pessoa e, para cobrar uma quantia menor, eu prefiro trabalhar pro bono. Esses casos eu não divulgo e ninguém fica sabendo. Aquele caso do ano passado, em que abriram um inquérito contra manifestantes, me procuraram e eu advoguei para eles.

Como foi seu início da carreira?

O fato de eu trabalhar em Brasília fez com que eu tivesse um tipo específico de cliente. Em Brasília ficam os tribunais superiores, e governadores, senadores e deputados têm o foro em Brasília. Já advoguei para mais de 60 governadores. É difícil alguém que não seja de Brasília que tivesse essa oportunidade. Eu brinco que, como só tive cliente inocente até hoje, meu índice de ganho é muito grande. Quem melhor indica um caso para você é outro cliente. Eu tenho escritório pequeno, trabalho de forma artesanal. Tudo do escritório passa por mim, discuto todos os casos, a sustentação oral sou eu que faço.

O que poderia ser aprimorado no processo penal brasileiro?

Hoje nós temos dois institutos que são muito mal usados. Na minha visão, a prisão temporária é para investigar e não vejo fundo constitucional nela. A prisão deve ser a ultima ratio, só pode haver prisão quando tiver culpa formada, salvo casos excepcionalíssimos. O outro é a condução coercitiva. Não tem previsão legal, a condução coercitiva só pode ser feita se você é intimado a ir a uma delegacia e se nega a ir, já que o Estado pode te obrigar porque o cidadão é obrigado a prestar os esclarecimentos. Mas a primeira medida não pode ser coercitiva. Fazem isso porque querem espetacularizar, para em casos conhecidos a imprensa ficar sabendo. Recentemente, tive um caso em Brasília que eu só fiquei sabendo na noite anterior porque a imprensa me ligou. No outro dia, às 5 horas da manhã a TV Globo estava em cima da casa dele. São medidas que, do meu ponto de vista, não têm amparo constitucional.

O senhor considera que a polícia brasileira é preparada?

No geral, é sim. Nós temos alguns exageros, como o caso do tira hermeneuta. Como os procedimentos são muito longos e quase todos se baseiam em escutas telefônicas, nós temos essa figura catastrófica da pessoa que fica ouvindo os depoimentos por um ou dois meses e depois faz uma interpretação. Só que só se leva para os autos aquilo que o tira hermeneuta achou importante. Teria de ser disponibilizado tudo o que foi ouvido, para que eu possa dizer o que é importante. Se você fala algo em uma entonação de voz, a intepretação é uma. Temos uma polícia técnica boa, a Polícia Federal trabalha muito bem, mas esse tempo excessivo ao longo dos processos leva a erros e nós advogados ganhamos dos erros processuais, seja do Ministério Público ou da polícia. Felizmente o STJ e o STF têm uma visão mais garantista, e isso joga o cidadão contra os tribunais superiores. Existem abusos feitos pelos juízes e, quando o tribunal muda, parece que o tribunal é leniente.

O pensamento do novo ministro da educação, Renato Janine

Do Luiz Nassif

O artigo abaixo foi escrito para o Valor Econômico, antes da crise que derrubou o Ministro Cid Gomes.

Será que desejamos o impossível?

Por Renato Janine Ribeiro

Um principio básico da ciência é que, quando uma hipótese não explica os fenômenos, devemos procurar outra que de melhor conta deles. Este principio me ocorreu ha poucos dias. Afinal, quase todos os analistas, eu inclusive, temos criticado a presidente da Republica por seu estilo de pouca negociação. Até ficamos espantados: como sobe à presidência alguém que ignora princípios tão elementares? Mas ai parei. Nunca é bom apostar na ignorância ou inépcia daquele a quem criticamos. Pode ser que Dilma Rousseff erre sim ao não negociar, ao não fazer politica. Só que…

Se isso não for obvio? Se nosso ponto de partida estiver errado?

Durante milênios, os homens acreditaram que os astros, inclusive o sol, giram em torno da Terra. Só que, desse jeito, alguns astros têm um movimento estranho, irregular, e até mesmo retrogradam. Já com a astronomia moderna, heliocêntrica, os movimentos dos planetas – inclusive a Terra – em torno do Sol descrevem órbitas mais regulares. Essa, a lipao cientifica: se os resultados soam absurdos, devemos questionar a hipótese de que partimos. No caso, em vez de pensar que Dilma ignora o mais elementar da razão e da politica, indagar o que ela efetivamente pretende.

Da para governar bem e ser honesto no Brasil?

No seu primeiro ano de governo, Dilma demitiu todos os auxiliares acusados de corrupção. Foi aplaudida. Mas logo começaram a questiona-la: por que não fazia alianças? Porque não gostava dos políticos? ou, sei lá, da própria politica? Só que, num Pais em que tantos políticos importantes são suspeitos de corrupção, negociar com eles o que significa? Podemos ter decência no exercício do poder e, ao mesmo tempo, trânsito livre pelo mundo dos políticos?

Essa é a realidade atual, que precisa mudar, mas isso não será fácil. E se Dilma for representativa de nosso desejo difuso de uma politica competente e sem corrupção? Ela se irrita, sim, com quem esta a sua volta, o que politicamente é inábil, mas isso porque cobra eficiência. E isolou a família da politica. Nem ela nem os familiares despertam suspeitas de favorecimento pessoal. Pode até governar mal, só que detestando a corrupção e a ineficiência. Mas basta detesta-las para supera-las?

A hipótese passa a ser: e se o “momentum” Dilma for exatamente a tragédia mais representativa daquilo que desejamos? Se o problema não estiver nela, mas em nós? Em nós, analistas da politica e cidadãos, que pretendemos o melhor de dois mundos: eficiência e honestidade.

Pode haver governabilidade, no Brasil de hoje, sem corrupção? Podemos ter governabilidade sem negociações e alianças, que vão ao limite de nossa irresponsabilidade?

Para não ficarmos num só partido, lembremos a rebelião do PCC em São Paulo em 2006, quando a quadrilha paralisou a cidade por alguns dias. A situação só foi resolvida quando o governo estadual – que é do PSDB – negociou com o PCC e cedeu. Meticulosamente, deletamos este passado (embora ainda presente) de nossa memoria.

E ouvi de Dráuzio Varella que desde o massacre do Carandiru em 1992, ocorrido no governo do PMDB, a policia não entra nos presídios do Estado. São geridos pelo crime. Isso é inadmissível. Mas assim baixa a violência nas cadeias e mesmo o crime fora delas.

Essa mistura de bem e mal, de resultados positivos e meios obscuros para consegui-los, merece atenção. Porque lavamos as mãos. Denunciamos a corrupção e queremos que as leis passem no Congresso. Mesmo na ditadura, isto é, num regime em que o Congresso pouco decidia, o assessor presidencial Heitor de Aquino dizia, quando ia negociar a aprovação de decretos-leis pelos parlamentares, que ia abrir o “barril de peixe podre”. Imagina-se o odor. Fingimos que ele não existe, ou que nasceu ontem.

Uma vez, estive na antessala de uma pessoa com certo poder. Faltava água no seu prédio. Ouvi a secretaria telefonar a alguém: “Não quero saber como, mas você terá que resolver o problema em duas horas”. Pensei que era uma forma de exigir eficiência e presteza. Mas depois entendi que esse bordão serve para colocar o encarregado a margem da lei. Vire-se. Se violar a lei, viole. Mas eu lavo as mãos. “Não quero nem saber!”

E se Dilma tiver a mesma convicção que o povo brasileiro? Se também quiser o fim da corrupção e, ao mesmo tempo, um governo eficiente? Se sua aversão aos políticos for porque não erre na sua honestidade, nem competência? Neste caso, não a estaremos condenando, exatamente porque tem os mesmos propósitos da maioria da sociedade?

Esta é uma hipótese. Não justifica a presidente, no sentido de aprova-la e apoia-la. Ela deveria dialogar, se não com a categoria politica, certamente com a sociedade. Mas a hipótese talvez explique os fenômenos, isto é, a ação – e inação – de Dilma, melhor do que a suposição de que ela é inepta politicamente. E cabe perguntar se a psicanalise não ajuda a entender o ódio crescente a ela. Ódio ao outro e projeção de ódio a si mesmo (simplifico, claro). Talvez ela cause tanta rejeição porque nos mostra, as escancaras, um dilema que queremos esconder de nós. Queremos a honestidade sem pagar o preço por ela. Pensamos que a honestidade dos políticos, quando vier, vai nos cumular de bênçãos. O dinheiro que é roubado da sociedade virá a nós como as fontes de leite e mel da Terra Prometida. Esquecemos que chegar a isso dá trabalho, e que também terão que acabar muitas condutas nossas, “informais” dizemos as vezes, imorais ou ilegais. Mas, sobretudo, esquecemos que reformar a politica não é só dos políticos. Demanda esforço de quem os elege, e esse esforço não se resume em raiva, menos ainda, insultos.

Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia politica na Universidade de São Paulo.

Confusão premeditada

Alguns detalhes sobre as contas da Prefeitura de Salto de 2012 que estão sendo escondidos.

Diante da declaração desesperada do ex prefeito sobre as contas de 2012, onde diz que tudo está tranquilo e que “os petistas” é que são culpados em tentar difamar sua imagem e diante da pouca divulgação sobre os detalhes do que representa a sentença do TCE/SP, tentarei aqui detalhar o máximo possível o que está em discussão.

Todos conhecem a Lei de Responsabilidade Fiscal. Lá, um dos principais elementos a serem observados é o fechamento das contas de uma prefeitura. Todos os mandatos devem repassar para o mandato seguinte as contas da prefeitura, positivas. Não podem estar negativas.

E o que tem a ver o INSS com isso?

Bem, aparentemente encontraram no que se chama compensação, uma saída para fechar as contas de 2012.

E o que seria a tal compensação? Argumentos jurídicos podem chegar a conclusão, depois de sentença final, que determinados tributos pagos não deveriam existir. Pois bem, se foram pagos e não deveriam existir, podem ser compensados em pagamentos futuros. No caso do INSS vários itens da contribuição patronal estão em discussão pelo país todo. Os que foram objeto de processo pela Prefeitura ainda não tem decisão em última instância.

Então a antiga administração contratou sem licitação um escritório de advocacia (cujo pagamento seria a partir dos resultados) para entrar com essas ações e tentar as compensações dos valores do INSS. As ações foram abertas sobre dez ou onze itens de recolhimentos ao INSS. Depois de algum tempo, a Prefeitura conseguiu uma liminar sobre dois dos itens. Lembrando que liminar não é sentença final.

A partir da liminar (que não é sentença final) a Prefeitura passou a não recolher mais TODOS os itens de recolhimento do INSS que estavam pleiteando. Não somente os dois da liminar, mas TODOS. Além de não recolherem, fizeram a compensação passada (cinco anos) de todos eles e descontaram dos pagamentos que foram feitos durante o final de 2011 e o ano de 2012.

Até aqui temos três grandes erros, descritos pelo TCE/SP:

1) Contratação de escritório de advocacia sem licitação, com a observação de que esse tipo de processo poderia ser feito pelos procuradores da própria Prefeitura.

2) Pagamento em cima de resultados (receberam mais de 2 milhões de reais). O TCE/SP veta esse tipo de conduta.

3) Compensação sem transito em julgado e de todos os itens pedidos. Somente com uma liminar. Legislação federal veda a compensação de tributos sem o trânsito em julgado (decisão definitiva da justiça).

Mas o pior dos erros apontados pelo TCE/SP foi em relação ao equilíbrio das contas: diz o TCE/SP que se houvesse o pagamento dos valores ao INSS (cerca de 12 milhões ao todo. Nove milhões em 2012), as contas de 2012 fechariam negativas e que só fecharam positivas por conta das compensações feitas.

E é exatamente aqui que ocorreu a improbidade administrativa que, se o relatório do TCE/SP for aprovado pela Câmara passará a ser considerada para o ex prefeito. As contas, segundo o TCE/SP foram maquiadas por conta da compensação feita dos valores do INSS.

O que o ex prefeito tentou foi tirar do julgamento das contas os pareceres sobre as compensações do INSS, como conseguiu em relação ao problema dos tijolos (lembra?). Entretanto, no caso dos tijolos, segundo o TCE/SP, o resultado não comprometeu o fechamento das contas daqueles anos, mas as compensações do INSS sim, pois (como dito acima) se fossem pagas resultariam em conta negativa. E, mantendo o julgamento das compensações no relatório das contas de 2012, o TCE/SP julgou-as irregulares. Por isso a rejeitaram.

Portanto, o TCE/SP considerou uma manobra contábil ilegal o procedimento tomado pela Prefeitura em 2012.

E agora, o ex prefeito, na tentativa de “tapar o sol com a peneira”, diz que “os petistas” estão tentando macular sua imagem, provocando discussões mentirosas….Ora, ora, ora….Como assim?

Não são somente os petistas que estão dizendo isso. Uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Câmara Municipal chegou a mesma conclusão, e foi aprovada por UNANIMIDADE pelos vereadores, inclusive aqueles que agora tentam salvá-lo.

O TCE/SP é um órgão de fiscalização isento de partidos, mas com um detalhe: seus conselheiros são indicados pelo governador do Estado, que é o Sr. Alckmin, do PSDB. Antes dele também era o PSDB… Então, não são os petistas que estão “tentando difamar” a imagem do ex prefeito.

O Ministério Publico também está investigando e poderá entrar com ações contra o ex prefeito.

A Policia Federal foi citada pelo TCE/SP como também investigando esse tipo de “golpe” que, segundo o TCE/SP é feito por “quadrilhas” em todo o Estado.

A tentativa agora é gerar a maior confusão possível para sair de vítima no que já está anunciado: a Câmara Municipal também irá rejeitar as contas de 2012.

O importante é não esquecermos que os fatos e decisões tomadas são frutos de quem era o mandatário à época. Assumiu todos os riscos de forma consciente e transparente. E agora terá que responder por isso.

Não podemos esquecer também outras questões que ainda pesam sobre a ex administração: o caso dos tijolos, a questão das terras em disputa com Indaiatuba, etc….

Agora é hora de mostrar que decisões políticas tem consequência. E o atual debate sobre as contas de 2012 evidentemente também.

 

Salto é uma das 20 cidades escolhidas para Programa Nacional de Educação Infantil

Da Prefeitura de Salto

Salto participa do 1º Seminário do Programa Nacional de Educação Infantil
Secretária Milta, técnicos da SEME e coordenadora do Programa

 

Salto foi o único município da Região Metropolitana de Sorocaba selecionado para participar do Programa.

Integrantes da Secretaria da Educação da Prefeitura da Estância Turística de Salto, dentre elas a secretária municipal Milta Maron, estiveram presentes no 1º Seminário do Programa de Educação Infantil, realizado em São Paulo, entre os dias 18 e 20 de março.
O encontro reuniu profissionais de 20 municípios selecionados no país, e marcou o início dos três anos de formações do Programa, que é uma iniciativa do Investimento Social do Banco Santander, realizado em parceria técnica com o Instituto Avisa Lá e cooperação com o MEC (Ministério da Educação).

O objetivo principal das capacitações, que prosseguirão até o final de 2017 e serão compostas por diversos outros seminários presenciais e reuniões à distância, é qualificar profissionais que trabalham na rede pública, visando melhorar o atendimento oferecido a crianças de 0 a 5 anos, de creches e pré-escolas que possuem o Proinfância(Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil).

Durante a abertura do 1º Seminário, os secretários municipais de Educação assinaram e entregaram um Termo de Compromisso com o Programa, enquanto os organizadores, por sua vez, explicaram detalhes.  A gerente da área de Investimento Social do Santander no Brasil, Emanuelle Amaral, falou a respeito da parceria do banco com o Avisa Lá. “Nossa missão é contribuir para a melhoria da escola pública de Educação Básica, por intermédio de investimentos sociais, ou seja, de repasses voluntários de recursos privados, de forma planejada, monitorada e sistemática, voltados a projetos sociais de interesse público”.Já a coordenadora do Programa, Clélia Cortez, ressaltouque um dos principais diferenciais da iniciativa é a abordagem, e consequentemente a integração, de duas áreas distintas. “Nosso projeto tem como princípio discutir tanto questões de âmbito pedagógico como de saúde, trazendo essa relação do cuidar e educar, e nossas ações já apontam resultados positivos nessas duas áreas”, disse.

Ao final do primeiro dia de encontro, a secretária Milta Maron, também explicou a importância da participação nesse Programa. “Por um lado, a Educação Infantil hoje é entendida como a principal etapa de formação do indivíduo, mas por outro, essa é a etapa onde se tem ainda pouca clareza sobre como trabalhar, já que por muito tempo a Educação Infantil era vista como assistencialismo. Portanto, todo trabalho voltado à formação dos educadores é muito bem-vindo para construirmos uma identidade própria para esse segmento”.

Seleção – Salto foi o único município da Região Metropolitana de Sorocaba selecionado para participar do Programa. A escolha ocorreu pelo fato da cidade atender a todos os requisitos exigidos, tais como contar com uma equipe técnica de formadores na Secretaria de Educação para atendimento à Educação Infantil, oferecer condições tecnológicas adequadas para o trabalho de EAD (Ensino à Distância) e possuir unidades da rede pública municipal com o Proinfância em funcionamento.O processo de seleção foi composto por várias etapas, dentre elas, análises e visitas de representantes do Comitê Técnico do Programa. Os demais municípios participantes são: Região Norte: Araguatins/TO, Guaraí/TO e Abaetetuba/PA; Região Nordeste: Campo Alegre/AL, São Domingos do Maranhão/MA e Imperatriz/MA; Região Sudeste: Guarapari/ES, Brumadinho/MG, Mirassol/SP, Matão/SP,Ourinhos/SP, Itapevi/SP e Guarujá/SP; Região Centro-Oeste: Sinop/MT; Região Sul: Fazenda Rio Grande/PR, Gramado/RS, Venâncio Aires/RS, Esteio/RS e Uruguaiana/RS.

Crédito fotos: KR Comunicação

“Paixão de Cristo” ocorrerá nos dias 3 e 5 de abril no Pavilhão das Artes

Da Prefeitura de Salto

“Paixão de Cristo” ocorrerá nos dias 3 e 5 de abril no Pavilhão das Artes

Os ensaios acontecem aos sábados e domingos, a partir das 16h30, no espaço conhecido como “Buracão”

A 21ª edição do espetáculo “Paixão de Cristo” realizado pela Prefeitura da Estância Turística de Salto ocorrerá na sexta-feira, dia 3, às 20h30, e no domingo, dia 5 de abril, às 19h30, no Pavilhão das Artes – Praça Archimedes Lammoglia.

Diferente dos anos anteriores, quando o espetáculo ocorria nos finais de semana que antecediam a Páscoa, neste ano a apresentação ocorrerá no feriado da Sexta-feira Santa e no Domingo de Páscoa.

Segundo o Secretário Municipal de Cultura, Marcos Pardim, os motivos são de ordem administrativa e orçamentária. “Uma vez que por dois anos tivemos o projeto rejeitado pelo Ministério da Cultura com alegação do parecer dos técnicos analista indicando que o espetáculo acontecesse na Semana Santa por questões históricas e teológicas. Para o próximo ano já inscrevemos a Paixão de Cristo no Ministério da Cultura e no Ministério do Turismo para obtenção de recursos”, adianta.

A alteração das datas para este ano permitirá comprovar a realização do espetáculo, dentro das exigências do Ministério da Cultura. “Essa alteração foi realizada dialogando com os padres da Igreja Católica, definindo as datas de maneira consensual”, explica.

O espetáculo – Os diretores Marcos Stefano, Chicó Ferreira e Renato Bispo destacam que o foco do espetáculo será o companheirismo dos apóstolos com Jesus Cristo. “Na edição deste ano, os apóstolos terão mais cenas e falas, também incluiremos novas cenas que em breve divulgaremos”, adianta o ator e diretor, Renato Bispo, que é um dos responsáveis pelo espetáculo.

Renato destaca que o espetáculo contará com 26 cenas e terá também a inclusão da cena do lava pés, da multiplicação dos pães e a cena em que Jesus é batizado por João Batista.

O elenco principal é formado por: Enio Scalet (Jesus), Solange Ferreira (Maria), Elis Braz (Maria Madalena), Eloisa Helena Dario (Verônica), Rosa Maria (Maria de Cleófas), Rafael Medeiros (João), Paulo Coelho (Pedro), André Almeida (Judas), Sérgio Rodrigues (João Batista), Hélio Rodrigues (Pilatos), Ananda Leão (Lívia), Eder Perucchi (Centurião), Orion Lalli (Demônio), Lyandra Fernandes (Anjo), Lua Alves (Anjo), Eduardo Valente (Caifás) e Johnny Pedro (Anás).  Já a participação dos grupos contará com a presença de Paulo Matulevicius, Stúdio de Dança Viviane Guerreiro, Escola Girassol, BlowUp, Construção 7 e Conservatório Municipal.

A abertura da Paixão de Cristo contará com a participação das bandas saltenses “Kerigma” e “WeeCrazyband”.

Estrutura – Como nos anos anteriores, o local contará com a instalação de quatro módulos de arquibancadas que irão comportar um público de 1.637 pessoas que somadas ao número 1400 pessoas nas arquibancadas fixas totalizam 3.037 pessoas sentadas. Na praça também será instalado o camarote para abrigar até 160 pessoas e será utilizado pelas autoridades e convidados.

Serão instalados dois telões de LED com transmissão simultânea. “O palco e a estrutura tem projeto assinado por um engenheiro para dar conta de atender todos os itens de segurança pública exigidos por lei, inclusive os serviços de Bombeiros e Brigadistas”, explica o Secretário Marcos.

Além disso, o público poderá desfrutar do serviço oferecido pela praça de alimentação que contará com três barracas de entidades e cinco de ambulantes cadastrados.