Setembro chegou…..

Do Luiz Nassif

 

Por Weden

Sempre em setembro, antes de eleições, o cartel de mídia “encontra” um grande escândalo ou uma grande ameaça. Vamos relembrar os últimos 12 anos.

Em 2014, para tentar atingir Dilma Rousseff, e a campanha de Marina, Estadão, Folha e Veja se saem com listas de propinas na Petrobras. Sem apresentar qualquer prova, tentarão até o dia 5 de outubro, de alguma forma, ressuscitar Aécio Neves, o candidato das corporações.

Em 07 de setembro de 2010, para tentar atingir Dilma Rousseff, Globo, Folha, Estadão e Veja lançaram, juntos, a denúncia contra a chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. Eram denúncias diárias, que que se extinguiram num passe de mágica ao término da eleição. Depois de alguns meses, nada ficou provado.

Em 15 de setembro de 2006, para tentar atingir Lula, Globo, Folha, Estadão e Veja lançaram a denúncia sobre um “dossiê contra Serra” (que ficou conhecido como “Escândalo dos Aloprados”), que supostamente teria sido forjado por militantes petistas. A denúncia contou com apoio de setores da PF ligados a José Serra. Num dos fatos mais curiosos, a uma semana das eleições, o delegado Edmilson Bruno vazou foto da tal “montanha de dinheiro”, devidamente maquiada pela TV Globo e repercutida pelos jornais. Nunca se provou que o dinheiro estaria ligado ao caso. Definidas as eleições, a denúncia se extinguiu.

Em 2002, para tentar evitar a vitória de Lula, Globo, Folha, Estadão e Veja reforçavam juntos o que ficou conhecido como o “Risco Lula”. Que não deu em nada. Meses mais tarde, o mundo não acabou..

 

CEPAL: crescimento dos salários na AL é puxado por Brasil e Argentina

 

Boletim da Fundação Perseu Abramo 58

 

Estudo publicado pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) analisa a participação dos salários no PIB a preços correntes em 15 países da América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) de 1950 a 2010. Essa é uma forma de medir a distribuição da renda no país: quanto maior a participação dos salários, menor seria a desigualdade.

Segundo o estudo, na Argentina, Brasil, Chile, México, Panamá, Uruguai e Venezuela se observam dois ciclos completos da relação salários/PIB, enquanto nos outros países há somente um ciclo completo ou uma situação menos definida. Em geral, na América Latina, entre os anos de 1950 a 1970 são registrados os maiores percentuais de participação dos salários sobre o PIB regional, com um valor mínimo nos anos 1980, outro aumento em nível menor nos anos 1990 para uma nova queda até 2005, para constatar novamente uma tendência crescente.

O estudo evidencia uma participação salarial de em média 38,8%, com um valor máximo em 1967 (41,7%) e mínimo em 2004 (33,7%). Ainda se defende que, a partir da segunda metade dos anos 2000, há tendência crescente da participação dos salários no PIB da América Latina como um todo, com maior contribuição a esse fenômeno sendo da Argentina e do Brasil. No longo prazo, segundo o estudo, as economias que contribuem para que a participação salarial da América Latina seja mais elevada também são Argentina e Brasil e na média se destaca o Chile, enquanto Colômbia, México, Panamá e Peru tendem a diminuí-la.

Para o Brasil, o estudo mostra que as mais altas participações dos salários sobre o PIB ocorrem na virada dos anos 1950-60, época marcada por maior poder reivindicativo dos trabalhadores, que termina com o golpe de 1964. O Brasil (e Argentina) apresenta expressivo refluxo da participação dos salários em dois intervalos de tempo: durante a ditadura civil-militar (1964-1985) e com o neoliberalismo, na década de 1990 e início dos anos 2000. A partir de meados da década de 2000, a participação salarial sobre a riqueza bruta tendeu a crescer no Brasil. O México, por outro lado, envolvido em acordos de livre comércio com EUA e Canadá e sob influência neoliberal desde os anos 1980, demonstra números continuamente decrescentes para os salários em relação ao PIB.

Veja o estudo completo aqui.