Em SP, “dança da chuva” para tentar ajudar governador

 

Da Rede Brasil Atual

 

Aproximadamente 5 mil manifestantes estiveram no ato, que foi acompanhado por 800 policiais sem Tropa de Choque ou armaduras. Comandante ressaltou que movimento e PM têm ‘respeito mútuo’

 

São Paulo – Em ato carregado de ironia, manifestantes doMovimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST)simularam uma “dança da chuva” em frente a sede da Sabesp, na tarde de ontem (25). O ato incluiu um “pedido” para que o santo católico São Pedro auxilie a empresa e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a garantir o fornecimento de água ao estado.

Aproximadamente 5 mil pessoas ligadas ao MTST cobraram a Sabesp por praticar “cortes de água em bairros da periferia da capital paulista”. Os sem-teto saíram da estação Faria Lima da Linha 4 – Amarela do Metrô eforam até a sede da companhia, na rua Sumidouro, em Pinheiros, zona oeste da cidade, para apresentar uma lista de bairros das zonas sul e leste, além de municípios da região metropolitana, onde há falta de água no período da noite e, às vezes, durante o dia.

“Uma coisa é fazer racionamento. Outra coisa é dizer que não está e, na periferia, cortar a água de noite. Nós já avisamos o governador que o problema estava ocorrendo e a Sabesp nada fez”, disse o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos. Para ele, a crise não pode ser atribuída somente ao problema da falta de chuvas. “O governador Alckmin tinha conhecimento de que era preciso reduzir a dependência do Sistema Cantareira”, completou.

No documento de outorga de 2004, que autoriza a Sabesp a retirar água do Sistema Cantareira e fornecê-la para oito milhões de pessoas na capital paulista e na região metropolitana, já constava a diretriz para reduzir a demanda, pois o sistema poderia não suportar situação como a atual.

As regiões do Jardim Ângela, Capão Redondo e Paraisópolis (zona sul), Cidade Tiradentes e Itaquera (zona leste), Taboão da Serra, Itapecerica e Embu das Artes, na região metropolitana, são alguns dos locais em que a falta de água é constante nos últimos meses. A RBA visitou também as regiões norte e oeste da capital paulista e encontrou famílias sofrendo com a escassez no período da noite.

O MTST cobrou que a Sabesp pare de se preocupar somente em remunerar acionistas e cumpra os investimentos necessários para garantir o fornecimento de água. “Todos viram o que houve na cidade de Itu esta semana (na última segunda-feira, cerca de 2 mil moradores da cidade interiorana protestaram contra a falta de água). Se começar a faltar cada vez mais água, a situação aqui também vai chegar a esse limite. Queremos que a Sabesp elabore um plano emergencial para atender as regiões”, disse Boulos.

Cinco integrantes do movimento foram recebidos na sede da estatal para entregar a pauta de reivindicações. Segundo representantes da Sabesp, a presidenta da companhia, Dilma Pena, estava de licença médica e não participaria do encontro. Ela usou a mesma justificativa para não ir a uma audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal de São Paulo que investiga a falta de água na cidade.

dança
Sem teto fazem dança da chuva para pedir ajuda aos céus para a Sabesp resolver a crise hídrica

 

Após duas horas de discussão com uma comissão do MTST, a Sabesp se comprometeu a manter diálogo com os sem teto e realizar reuniões em cada uma das regiões, para receber as reclamações e avaliar os problemas. Os primeiros encontros serão em 7 e 8 de outubro. Segundo o movimento, os técnicos e diretores que os atenderam negaram o racionamento, mas admitiram que a redução da pressão da água pode fazer com que ela não chegue a alguns lares.

Na terça-feira (23), o secretário estadual de Recursos Hídricos, Mauro Arce, admitiu que o procedimento poderia ser o fator determinante para a água não chegar em todas as casas e culpou as pessoas que não têm caixa de água em casa. “Pode não chegar. Mas são bairros que você vê que, numa casa falta, na outra casa, não falta”, disse.

Após a reunião, os sem-teto seguiram da rua Sumidouro até a avenida das Nações Unidas (Marginal Pinheiros). A via foi fechada pela PM. Os manifestantes realizaram uma nova “dança da chuva” e encerraram o protesto.

Tranquilidade

Segundo o coronel da Polícia Militar Glauco Carvalho, 800 policiais, em 140 viaturas, acompanharam a manifestação. O objetivo era evitar depredações ou quebra-quebra durante o ato, mas “não do MTST, que nós conhecemos e nos respeitamos mutuamente”, disse o coronel, que deu a entender que outros grupos poderiam se aproveitar da ocasião para causar tumulto. Nenhum incidente ocorreu.

O clima era tranquilo. Durante as quase duas horas em que os sem teto ficaram em frente a sede da Sabesp, houve até discussão entre policiais e manifestantes sobre os rumos do Campeonato Brasileiro de futebol, quem seria rebaixado, quem seria campeão. Os PMs não utilizavam as já tradicionais armaduras e a Tropa de Choque não apareceu no local.

Situação muito diferente da semana passada, quando famílias da Frente de Luta por Moradia (FLM) exigiram mais caminhões para transportar pertences durante uma reintegração de posse no centro da capital e foram bombardeadas com gás lacrimogêneo pelo choque.

Para Boulos, apesar do clima de tranquilidade, a grande presença de policiais é significativa de como a gestão Alckmin lida com as demandas da população pobre. E comentou a fala do governador na tarde de ontem, dizendo que não fazia sentido os sem teto protestarem na Sabesp. “Não tem sentido é tratar o descontentamento do povo com polícia, despejar com violência, dar tiro na cabeça de um camelô. Isso é que não faz sentido, governador Alckmin”, destacou.

Ele ressaltou que a forma como os despejos são realizados em São Paulo levará à   expansão das ocupações e à organização para maior resistência.

Perguntado sobre a atuação do MTST em temáticas para além da moradia – só neste ano, os sem teto já fizeram protestos por melhorias em transporte público e telefonia, e contra os gastos da Copa do Mundo – Boulos disse que tudo que envolve a melhoria da condição de vida da população está na pauta da reforma urbana, defendida pelo movimento. “Não adianta ter casa e não ter transporte. Ter casa e não ter creche ou escola na região. Ou mesmo, ter casa e não ter água. Nós lutamos por uma vida melhor nas cidades”, afirmou.

8 milhões de votos no plebiscito da reforma política

 

Da Rede Brasil Atual

 

Número de votantes chegou a 7.754.436, dos quais 97,05% favoráveis à constituinte exclusiva e soberana do sistema político, e 2,57% contrários

 

São Paulo – O Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, realizado entre dias 1° e 7 deste mês, chegou a quase 8 milhões de votos no país. Com cerca de 95% das urnas apuradas, o número de votantes atingiu 7.754.436 de votos, dos quais 97,05% votaram no “sim” e 2,57% disseram “não”. Brancos (0,2%) e nulos (0,17%) não chegaram a 0,5%. Os números foram divulgados na tarde de hoje (24), em entrevista coletiva que reuniu o presidente da CUT, Vagner Freitas, um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues, e Paola Estrada, da Secretaria Operativa Nacional do movimento.

Embora o objetivo inicial fosse atingir pelo menos 10 milhões de votos, marca do plebiscito contra a Alca em 2002, os organizadores consideraram que a consulta pela Constituinte foi vitorioso e superou as expectativas. “É um resultado extraordinário, principalmente por ter sido ignorado pela mídia”, disse Vagner Freitas.

“O (governador Geraldo) Alckmin come um pastelzinho ou toma um cafezinho e vira notícia da mídia, e do plebiscito, que foi apoiado por vários candidatos a presidente da República, não saiu nada”, criticou Paola. Freitas lembrou que a consulta sobre a Área de Livre Comércio das Américas contou com apoio de parcela do empresariado e da igreja católica e não foi boicotado tão ostensivamente pela imprensa como o da reforma política.

Rodrigues, do MST, ressaltou o caráter “pedagógico” da consulta. “Além disso, teve grande importância do ponto de vista organizativo.” Segundo ele, o resultado deve ser comemorado por três motivos: ficou demonstrado, pela participação, que a sociedade quer mudanças no sistema político; a realização, de acordo com o dirigente, bem-sucedida do movimento, foi decorrente das mobilizações de rua iniciadas em junho de 2013; e foi um incentivo para a continuidade das mobilizações pela constituinte exclusiva.

Apesar de a convocação de um plebiscito ser atribuição do Congresso Nacional, cuja composição pode ficar ainda mais conservadora com a eleição de 2014, os organizadores acreditam que ele aconteça. “Nossa disputa será junto com a sociedade. Com as forças organizadas e mobilização vamos criar um clima e um debate por um novo processo constituinte e não deixar a questão só com o Congresso”, explicou João Paulo Rodrigues.

O próximo passo dos movimentos reunidos em torno do plebiscito popular agora é levar os resultados para os principais representantes dos três poderes, nos próximos dias 14 e 15: a presidenta Dilma Rousseff; o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski; e o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros.

Os organizadores lembraram que lideranças importantes, ao participar, deram legitimidade ao processo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos candidatos à presidência Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Luciana Genro (Psol) e até Pastor Everaldo (PSC) participaram da votação. Dilma, Lula e Luciana votaram “sim”. Marina e Everaldo não revelaram seus votos. “Ainda assim, é importante, porque eles participaram e assim também legitimaram o movimento”, disse Paola Estrada.

Alckmin

Os organizadores do plebiscito popular lembraram, na coletiva, que o governador Geraldo Alckmin impediu que as urnas entrassem nas escolas da rede estadual de ensino. Isso dificultou a participação da juventude da rede de ensino de São Paulo no processo. “Até entendo, porque ele deve ser defensor do financiamento privado de campanhas políticas”, ironizou o presidente da CUT. O governador enviou ofício às escolas estaduais para que os professores evitassem a discussão sobre o plebiscito em salas de aulas, além de ter solicitado que diretores não autorizassem as urnas, segundo os organizadores da consulta.

O fim da participação de empresas privadas como financiadoras de candidatos e partidos é uma das principais bandeiras do movimento social.

“Eu acho que se ele concordasse com as propostas do plebiscito ele teria facilitado a coleta de votos nas escolas. Só consigo imaginar por uma posição contrária dele ao que propunha o plebiscito. Como eu não sei a posição dele, penso que seja isso. Não acredito que o governador do estado tenha feito isso apenas por um ato de mesquinhez. Acho que ele deve ter mais coisas para fazer”, afirmou Vagner Freitas.

 

Agricultura familiar e reforma agrária – Dados

 

Da ENFOR

 

Agricultura Familiar e Reforma Agrária

 

Mais de um terço da população brasileira vive em 89% dos municípios que contam com área rural.

 

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2009) registrou que População Economicamente Ativa, que realiza atividades na área agrícola, é de 15,7 milhões e, destas, 12 milhões em regime de economia familiar, agregadas em cerca de 4,3 milhões de unidades familiares, correspondendo a 24% da área ocupada.

A agricultura não familiar, patronal e/ou empresarial, está presente em 809 mil estabelecimentos, que correspondem a 76% da área ocupada (dados do Censo Agropecuário 2006).

 

O modelo de desenvolvimento sustentável dos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma reduziu as desigualdades sociais, regionais e entre o campo e a cidade.

 

As cadeias de agricultura familiar representam 10% do PIB brasileiro. Trata-se de um setor estratégico para o País e um dos pilares do projeto nacional de desenvolvimento econômico e social.

Plano Safra da Agricultura Familiar provoca revolução no campo

 

Responsável por 70% dos alimentos que chegam à nossa mesa, a agricultura familiar tornou-se, com o presidente Lula e a presidenta Dilma, setor estratégico para o desenvolvimento do País. O cenário no campo, que, nos governos anteriores, era de concentração de terras, dívidas e empobrecimento, mudou significativamente com a chegada de Lula à Presidência. Os agricultores familiares passaram a contar com políticas integradas de crédito, assistência técnica, comercialização, seguro e garantia de preço. Criado pelo presidente Lula em 2003, o Plano Safra da Agricultura Familiar, a cada ano, disponibiliza volume maior de recursos e agrega novos avanços, transformando permanentemente o setor.

 

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) já existia, mas 76% dos estabelecimentos familiares não tinham acesso a ele. O presidente Lula e a presidenta Dilma levaram o PRONAF ao Brasil inteiro e multiplicaram por mais de dez vezes o volume de crédito, que saltou de R$ 2,2 bilhões em 2002/2003 para R$ 24,1 bilhões em 2014/2015.

 

Importante ressaltar que os avanços do PRONAF, desde o primeiro ano do primeiro mandato do presidente Lula, foram fruto de intensas negociações entre o governo federal e as entidades que representam o setor, como Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf Brasil), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

 

Fortalecida, a agricultura familiar contribuiu para reduzir a pobreza e para promover o crescimento sustentável do País. Os dados do IBGE demonstram que a redução das desigualdades sociais no meio rural foi mais acelerada do que nas áreas urbanas. Este resultado é consequência imediata das políticas públicas implementadas desde 2003.

 

Lula e Dilma assentam 771 mil famílias em 51 milhões de hectares para fins de reforma agrária

Símbolo da democratização da terra e do aumento de oportunidades de trabalho e renda no campo, mas considerada um tabu pelos conservadores, a reforma agrária ganhou um impulso histórico durante os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma.

 

Os dois juntos promoveram um número recorde de assentamentos, segundo dados do Incra: 771 mil famílias receberam o título de propriedade de terras nos últimos 12 anos, mais da metade do total de beneficiados em toda a história da reforma agrária no Brasil.

 

Foram criados 3.902 assentamentos em todos os estados da federação, somando 51 milhões de hectares, o equivalente a 56% de todas as terras já disponibilizadas para a reforma agrária na história do País.

 

Os assentados passaram a contar com crédito, assistência técnica, construção e reforma de moradias, abertura de estradas, instalação de água e luz elétrica, sementes de alta qualidade genética, garantia de venda da produção e ampliação dos níveis de escolarização, entre outros benefícios. Estão conquistando o direito de plantar, colher e viver com dignidade.

Dilma investe na qualificação dos assentamentos

No governo da presidenta Dilma, os procedimentos para obtenção de terra foram simplificados. As portarias de criação de novos assentamentos passaram a conter o cronograma de investimentos de programas como Minha Casa Minha Vida e Luz para Todos. Pela primeira vez, a população rural foi contemplada com um programa habitacional específico, Minha Casa Minha Vida Rural, que beneficiou, na primeira fase, 180 mil famílias. O programa Água para Todos permitiu que o número de domicílios rurais com acesso à água canalizada passasse de 53% em 2001 a 74% em 2012 e está levando cisternas para 750 mil famílias. O programa Luz para Todos fez com que 97% dos domicílios rurais tivessem acesso à energia elétrica, enquanto que em 2001 eram somente 78%.

 

A liquidação das dívidas ficou mais fácil, com descontos de até 80%. Portaria de 2013 possibilita a renegociação dos débitos de 947 mil famílias assentadas, 200 mil do PRONAF. Elas voltam ao sistema de crédito produtivo, mobilizando oito milhões de hectares para a produção de alimentos.

 

A assistência técnica, que já beneficia 349 mil famílias, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), será estendida a outras 100 mil até o final de 2014.

Também em 2014, foi criada a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – ANATER. Com ela, os agricultores terão apoio para incorporar novas tecnologias e aumentar a produtividade. Assim, haverá uma maior integração entre a inovação e a pesquisa desenvolvida pela Embrapa e a assistência técnica e extensão rural. O investimento do governo federal em assistência técnica em 2014 é de R$ 1,1 bilhão, sendo que em 2002 se investia apenas R$ 56 milhões.

 

A estimativa é a de que em cinco anos cada família assentada gere um valor de produção equivalente a dois salários mínimos mensais. A ordem é: terra para quem precisa, cada vez mais rápido e com mais segurança.

 

Outra grande inovação foi a criação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que permite aos agricultores familiares e às suas organizações econômicas, associações e cooperativas, a comercialização direta de seus produtos. Mais de R$ 5,6 bilhões em produtos da agricultura familiar foram adquiridos e destinados a atender populações em insegurança alimentar, bem como a equipamentos públicos de saúde, educação e assistência social. O Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE) passou a comprar da agricultura familiar, gerando oportunidades de mercado para os agricultores, produtos mais frescos e mais saudáveis na alimentação escolar e dinamizando as economias locais com geração de emprego.

 

Em 2013, foi lançado o programa Brasil Agroecológico. Com ele, o governo federal estimula os agricultores a produzirem, de forma sustentável e sem uso de agrotóxicos, alimentos mais saudáveis para os consumidores.

 

A presidenta Dilma levou o Programa de Aceleração do Crescimento ao campo brasileiro, buscando garantir infraestrutura adequada para o acesso das comunidades e escoamento da produção. O PAC Equipamentos está recuperando as estradas vicinais e assegurando recursos hídricos, especialmente no semiárido brasileiro – já disponibilizou 18.071 máquinas para 5.071 municípios, o que representa um investimento de R$ 4,9 bilhões.

 

Autonomia das mulheres no campo

Desde 2003, são implementadas políticas de efetivação da cidadania e garantia dos direitos econômicos das mulheres rurais. Dentre as iniciativas, destacamos algumas que buscam fortalecer a inserção econômica das trabalhadoras rurais: a titulação conjunta obrigatória na reforma agrária e na Declaração de Aptidão ao Pronaf, o Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural, a criação das linhas de crédito PRONAF Mulher e o Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais. Além disso, a presença das mulheres nos canais de participação e controle social foi ampliada desde as instâncias territoriais até a conquista inédita da paridade na 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável. A partir de 2011, com os compromissos assumidos pela presidenta Dilma na Marcha das Margaridas, tiveram início as Ações de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres do Campo e da Floresta, que leva os serviços especializados da rede de atendimento às mulheres em situação de violência também para a zona rural.

 

Juventude rural fortalecida

O estímulo à permanência da juventude nas áreas rurais ocorre por meio de medidas específicas de acesso à terra, tanto na reforma agrária como no Programa Nacional de Crédito Fundiário. A destinação de pelo menos 5% dos lotes vagos nos assentamentos da reforma agrária para os filhos e filhas de assentados cria condições reais de posse e uso da terra para a juventude. Outra importante medida de estimulo à sucessão rural ocorre pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário, que garante condições diferenciadas de acesso à terra pela juventude rural, além de permitir a negociação de áreas entre herdeiros. O governo da presidenta Dilma promoveu o avanço nas políticas de estimulo à organização econômica e produtiva da juventude rural, com ampliação do crédito Pronaf Jovem, assistência técnica e extensão rural específica e incentivo à transição agroecológica com ações de formação.

 

Direitos para comunidades e povos tradicionais

A efetivação dos direitos territoriais das comunidades quilombolas teve avanços significativos nas áreas destinadas, bem como no processo de negociação e participação em mesas de diálogo permanentes. Parte da estratégia do etnodesenvolvimento das comunidades e povos tradicionais é a disponibilização de assistência técnica e extensão rural específica para estas populações, visando à qualificação dos processos produtivos e ao incremento da renda.

 

A primeira audiência a gente nunca esquece…

 

Enquanto secretário em outras pastas tive a oportunidade de participar de vários debates na Câmara Municipal. Sem dúvida dois dos mais intensos foram: quando da criação do Estatuto do Magistério e mais recentemente quando da proposta de mudança do regime previdenciário dos servidores municipais.

Mas nunca estive lá para cumprir exigência legal.

Ha três meses assumi a secretaria de finanças e desde então tenho feito o que fiz quando assumi a educação: aprender a partir dos conhecimentos acumulados pela estrutura e pelas pessoas que nela atuam, procurando sempre o melhor caminho para atingir os objetivos do governo.

Um dos desafios do cargo (dentre muitos) é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal em sua exigência de prestação de contas. De quatro em quatro meses os resultados orçamentários da Prefeitura devem ser expostos em audiência publica na Câmara Municipal.

A data já estava definida quando entrei e para mim restava assimilar o máximo possível a situação orçamentária da prefeitura, preparando-me para questões as mais variadas que poderiam surgir. Acompanhando os jornais como sempre faço, comecei a observar antes da audiência comentários por parte de alguns vereadores que indicavam questionamentos intensos. A imagem que passavam nas sessões (os da oposição) era de uma situação caótica nas finanças da prefeitura chegando alguns afirmar que nem os salários estávamos pagando. Como sabia que a realidade esta bem diferente do que diziam, apesar dos problemas conjunturais que todas as prefeituras estão vivendo, preparava-me para mais um debate intenso.

A equipe preparou todos os relatórios necessários e outros acessórios para ajudar com informações. A apresentação em slydes foi vista e revista por aqueles que junto comigo lá estariam. Além do chefe de gabinete Randal, estiveram comigo as diretoras Andréa e Simone e os contadores Fausto e Israel além da Janaina.

Chegado o momento, cinco vereadores presentes: Garotinho, Willhes, Natalino, Luzia e Edemilson. Na plateia, uma pessoa. A imprensa não compareceu somente a assessoria da prefeitura.

Simone apresentou os números de forma tranquila, apesar de ofegante por conta de sua gravidez de cerca de seis meses. Terminada a apresentação, o momento do debate. Muitas perguntas do único vereador da oposição que respondi dentro do que é a realidade. Os demais também com questionamentos que me ajudaram explicar a real situação financeira da prefeitura. O vereador da oposição perguntou sobre os atrasos nos pagamentos dos servidores. Como estava acompanhado de seis deles, sendo três concursados, pedi ao vereador que perguntasse a eles depois de afirmar ser uma informação falsa.

Fim da audiência, tranquilidade e sentimento de dever cumprido.

Neste final de semana esperava ver no jornal que sempre leio, e onde vi estampado criticas infundadas sobre a situação financeira da prefeitura dita por vereadores que não compareceram a audiência, notícias a respeito do conteúdo das discussões ocorridas e do real quadro da prefeitura. Fui sobejamente frustrado. Nem uma linha sequer. Sequer o release preparado pela assessoria da prefeitura o jornal publicou…. Vamos aguardar agora a próxima sessão da Câmara.

Gostaria de agradecer muito a equipe da secretaria que com muita competência elaborou todas as informações para a audiência. E também aos vereadores presentes que propiciaram um debate de alto nível.

Realmente minha primeira audiência jamais esquecerei!!!

Injustificável: cabo eleitoral morto no Paraná

 

Do Paraná Online

 

Lucas Sarzi

 

Um cabo eleitoral de 21 anos foi morto por volta das 19h30 de ontem, depois de se envolver em uma briga na Rua Marcelino Champagnat, próximo à Praça da Ucrânia, Bigorrilho. De acordo com a Polícia Militar, o jovem foi socorrido pelo Samu, mas morreu dentro da ambulância.

Testemunhas chamaram a PM e o agressor fugiu logo depois de esfaquear o rapaz. Segundo o tenente, o suspeito era ruivo e vestia uma camiseta do Coritiba. No local, além dos comerciantes e frequentadores da tradicional feirinha, estavam vários cabos eleitorais com propagandas de políticos. “A briga começou enquanto os cabos eleitorais estavam juntos aos cavaletes. De repente, os dois começaram a discutir e um deles levou uma facada no ombro”, disse o tenente Diogo, do 12.º Batalhão da PM.

Motivo

De acordo com o policial, a suspeita é que os dois tenham brigado por disputa de ponto para expor os cavaletes ou porque a propaganda estava incomodando a vítima. “Até o momento temos poucas informações. Apenas sabemos que pelo menos um deles era cabo eleitoral”, comentou o tenente.

A vítima foi identificada pela Coligação Paraná Olhando pra Frente como Hiago Augusto Jatoba de Camargo. Denúncias sobre o agressor, que segundo apurado pela PM já vinha causando tumulto na mesma rua nos últimos dias, podem ser passadas pelo 190 ou pelo 181.

 

Nota

A candidata ao governo do Estado, Gleisi Hoffmann, postou, em sua página oficial no Facebook, uma mensagem lamentando a morte do cabo eleitoral. Segue a nota: “A coligação Paraná Olhando pra Frente e a candidata à governadora Gleisi Hoffmann se solidarizam e estão prestando todo auxílio à família de Hiago Augusto Jatoba de Camargo (21), morto no início da noite desta sexta-feira (19) em razão de agressão sofrida na Praça Ucrânia em Curitiba, quando fazia campanha com outros militantes.

Ambulância do SAMU atendeu o jovem no local. Ele faleceu a caminho da UPA 24h do Campo Comprido.

Lamentamos profundamente o ocorrido. Sabemos que todo o apoio e auxílio prestado a família não lhe devolve o que é de maior importância: a vida de Hiago.

Pedimos a Secretaria de Estado da Segurança Publica que tome todas as providências no sentido de identificar e punir os responsáveis por tal agressão.

E pedimos a Deus para que dê forças e conforte a família neste momento, principalmente sua mãe.”