O irmão do ex

 

Impressionante como em tempos de eleição as raivas são afloradas de forma radical.

Nenhuma novidade em observar a grande mídia tomar partido frente ao pleito e descaradamente mentir e omitir informações e dados importantes, além de caluniar aqueles cuja candidatura não lhes é simpática. Os exemplos se expandem aos milhares e sempre neste espaço tento mostrá-los resumidamente.

Mas não é somente a grande mídia e os grandes articulistas que radicalizam nesta época. Em Salto observamos o mesmo fenômeno, aliado ao fato de que na Prefeitura Municipal temos um governo também petista. E o ódio ao PT é bastante explicitado por razões que já demonstrei aqui e convido todos a lerem.

Nas últimas semanas tenho observado os artigos do irmão do ex prefeito. Uma coluna, se não estou enganado, quinzenal onde o colunista até então ameno e delicado, de uns tempos para cá resolveu destilar o famigerado ódio ao PT em suas linhas. Começou com pequenas insinuações, depois passou a frases mais agressivas e neste final de semana um artigo todo dedicado a isso.

Baseado em uma entrevista do senador Cristóvão Buarque, o articulista faz questão de destacar trechos da mesma para jogar no lixo uma série de realizações petistas. Aliás, a imagem que acompanha o artigo é uma lata de lixo (o ódio expressado em imagem…).

Começa com uma nota que Cristóvão dá ao PT, como fazem os professores tradicionais: “menos de cinco. Foi reprovado”. Uma característica bastante peculiar de Cristóvão Buarque, que tive o privilégio (???) de conhecer pessoalmente antes mesmo de ser governador de Brasília. A característica dos que estão acima de tudo e de todos. Um grande pensador, sem dúvida alguma, com produções bastante interessantes. Mas seu descompasso entre o que pensa e a realidade é imenso. Sua arrogância em achar que todos deveriam fazer o que ele pensa é imensa. Mas tem muitas qualidades, sem dúvida.

Mas voltemos ao artigo: depois dessa questão, o articulista emenda no texto uma resposta a aprovação automática, coisa que Cristóvão é radicalmente contra, como a maioria dos educadores brasileiros. O interessante é que o artigo coloca de tal forma a questão que fica a imagem de que a tal aprovação automática é mais uma das “barbaridades do PT”, quando os mais informados sabem (e tenho certeza que o articulista também) ser essa aberração uma cria do PSDB no estado de São Paulo com as “bençãos” do então ministro da educação de FHC, Paulo Renato.  Importante frisar que em Salto assim como em todas as administrações do PT essa aberração é abominada e não praticada desde que assumimos em 2005 a educação da cidade.

Na primeira parte do artigo, tenta o articulista depreciar os procedimentos e resultados do IDEB. Apesar de não indicar as causas, dá a entender em uma frase que o IDEB não é independente (posso concluir que ele quis dizer: “é coisa do PT”). Com alguma experiência na área da educação (talvez nem tanto quanto o articulista), também tenho sérias críticas ao IDEB, apesar de entender suas limitações. Ele não se coloca como a única alternativa de avaliação do processo pedagógico. Aliás, como toda prova, avalia o momento e não o processo. Por isso em Salto não temos somente o IDEB para mensurar o processo pedagógico. Mas isso fica para outro artigo. O que o articulista deixou de informar (isso agora não interessa) é que o IDEB é um aperfeiçoamento e universalização de uma prática adotada pelo então ministro da educação de FHC, Paulo Renato, o mesmo que no final de seu mandato defendeu a cobrança de mensalidades nas faculdades públicas. O que fez o PT com Fernando Haddad foi desenvolver metodologias que podem universalizar a avaliação do momento e mensurar um possível currículo nacional em língua portuguesa e em matemática e não o que faz o PSDB em São Paulo, que usa o SARESP para premiar escolas e professores.

Na segunda parte do artigo, o articulista usa o velho argumento dos anti petistas quando diz que não reconhecemos os “verdadeiros” criadores dos programas que Lula diz serem do PT….hilário, para não dizer trágico. Por que não faz o mesmo com o IDEB?

E é na segunda parte que ele reserva o punhal derradeiro: como Lula demitiu Cristóvão Buarque. “…de forma deselegante…! “…POR TELEFONE…” Pois é meu caro articulista. Confesso a você que não sei o que é pior: a forma do Lula ou a do seu querido irmão…

A frase final é digna de reprodução: “Se o PT de modo geral e, sobretudo o nosso de Salto, saísse dessa armadilha de não admitir que antes deles, já existiram grandes realizações, as coisas poderiam ser melhores. Isso se chama humildade!”

Pintar a realidade como queremos é sempre bom. Dizer dos outros o que achamos que eles são, é melhor ainda (antigamente isso se chamava “fofóca”, hoje “calúnia e difamação”). O PT não só reconhece as grandes realizações da história, como vive e se alimenta delas. Aqui em Salto de grandes políticos que já se foram, mas principalmente dos movimentos sociais que dão uma característica toda especial a nossa cidade. No país, inúmeras referências temos no cenário nacional e internacional, que alimentam nossos ideais e práticas. O que não reconhecemos e não valorizamos são as politicas neo liberais que tivemos em um momento de nossa história e que agora pretende voltar. Isso não reconhecemos mesmo e na prática o que procuramos fazer é modificá-las para que a maioria da população seja atendida, como é o caso do IDEB, como é o caso da Bolsa Família e outros.

Não se preocupe, caro articulista: humildade não nos falta. Como também não nos falta compromisso com toda nossa gente e não com parte dela.

 

A sombra sinistra do passado

 

Da Carta Capital

 

A vitória de Marina ou de Aécio representaria o recuo das recentes conquistas sociais

Há quem ache um exagero, para assustar eleitores, os discursos de campanha de Dilma Rousseff. Ela fala e se mostra convencida de que, em caso de vitória, a oposição representada pelas candidaturas de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) cumpriria uma “lista de maldades”. Uma citação que traz à memória a “Caixa de Pandora”, onde, diz a lenda, estão guardados todos os males.

Esse programa oposicionista centrado nessa “lista de maldades”, batizada assim pelo economista Arminio Fraga, é capaz de arruinar muitas das conquistas sociais criadas nos 12 anos de governos petistas. E não é novidade esse propósito.

Os economistas tucanos, e os tucanos travestidos de marineiros, pensam da mesma forma e cultivam o mesmo sonho. Propõem resolver problemas econômicos saindo pela velha e costumeira porta sempre aberta para sacrifício da população mais pobre: salário menor, desemprego maior, menos consumo etc.

Um sonho para eles. Um pesadelo para a multidão de cidadãos pobres abrigados sob programas sociais. Milhões deles arrancados da miséria recentemente e tirados da marginalidade social.

Mais que isso. Há planos para eliminar direitos trabalhistas conquistados na “Era Vargas”, que soma o período ditatorial (1937-1945) e o período Constitucional (1951-1954).

À eliminação de direitos trabalhistas Dilma disse “não”. E introduziu no debate antigo ditado popular: “Nem que a vaca tussa”.

As artimanhas dos adversários da presidenta, denunciadas por ela, poderia ser rebatida pelos opositores como fruto de invenção eleitoreira. Essa resposta poderia criar dúvidas até a semana passada. Mais precisamente, antes da palestra do economista Arminio Fraga, feita em São Paulo, para cerca de 600 empresários.

Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo FHC, seria o czar da economia com a vitória de Aécio. Com a vitória de Marina talvez não tivesse o cargo. Teria poder, sem dúvida.

Perguntado acerca de medidas que tomaria para reduzir gastos do governo, ele desviou-se. Mas deixou as mangas de fora ao afirmar que seria “tolo” se falasse sobre uma “lista de maldades” em um ambiente eleitoral.

No mesmo dia, quase simultaneamente, o secretário de Política Econômica do governo, Márcio Holland, debatia na Fundação Getulio Vargas, no Rio, com Samuel Pessoa, da equipe de Aécio, e com Marco Bonomo, do time de Marina. O confronto, de dois contra um, transcorreu em forma de guerra verbal.

Holland reagiu de forma dura às críticas feitas ao governo. Sugeriu que Bonomo e Pessoa se atualizassem com teorias econômicas mais recentes.

Em certo ponto sugeriu a Pessoa: “Acho que você devia atualizar a leitura pós-crise, ler bons livros”. Citou de passagem Joseph Stiglitz, Nobel de Economia em 2001, e Janet Yellen, presidente do FED, o banco central dos EUA.

Pessoa contra-atacou o argumento considerado por ele como “difícil de aceitar”. O Brasil parou de crescer, ele afirmou, em razão da desaceleração da economia mundial. Após isso fez o diagnóstico que, certamente, Arminio Fraga assinaria: “O ritmo mais fraco da economia brasileira está ligado aos custos dos programas sociais”. Esse é somente mais um dos itens da “lista de maldades” guardada no bolso de Arminio Fraga.

 

Cantareira se aproxima do ponto sem volta

 

Do Correio do Brasil

 

Alguns milímetros de chuva foram suficientes, nesta madrugada, para estancar por algumas horas o drama da seca que se avizinha na maior cidade da América Latina. Ao longo de quase toda esta semana o tempo ficou instável no Estado de São Paulo, no entanto, até a quinta-feira a capital e o sistema Cantareira só haviam recebido poucos períodos de chuva muito leve, que não chegavam a acumular 1 mm no pluviômetro.

“Nesta sexta-feira, finalmente, a chuva tão esperada chegou. Uma frente fria vinda do Sul do Brasil reforçou as áreas de instabilidade que já estavam sobre São Paulo e provocou chuva de moderada a forte intensidade que acumulou volumes expressivos”, escreveu o meteorologista Ruibran dos Reis, em sua coluna no site Climatempo..

De acordo com os dados da SABESP, a chuva das últimas 24 horas acumulou aproximadamente 23 mm no Sistema Cantareira. Esta chuva ainda não conseguiu elevar o volume armazenado, mas, pelo menos, ajudou com que não diminuísse. Hoje o Sistema Cantareira manteve os mesmos 7,2% que havia sido registrado antes da chuva.

“No Sistema Alto Tietê, a chuva foi mais volumosa e, segundo a SABESP, foram acumulados 64,2 mm. Antes desta chuva, o volume armazenado neste reservatório era de 11, 9%. Hoje, após a chuva, o volume passou para 12,3%” calcula o cientista.

Quarenta dias

 

“É muito crítico” o estado em que as reservas do Sistema Cantareira se encontram, concorda o especialista em água da ONG internacional The Nature Conservancy (TNC), Samuel Barreto.

– Se nada for feito, restam menos de 40 dias; diria 38 dias de abastecimento de água para São Paulo e região – acrescentou.

O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 14 milhões de pessoas da grande São Paulo e de 62 cidades do interior, opera, neste momento, com 7,2% de sua capacidade total. É o menor índice da história. Mais baixo até do que em 15 de maio deste ano, quando o Cantareira operava com 8,2% de suas capacidades e o chamado ‘volume morto’ passou a ser captado.

Na época, além do acesso ao volume morto, o Governo do Estado passou a dar descontos na conta de água para quem economizasse. Mas esse bônus não foi o suficiente para sanar o problema. “Precisamos fazer um esforço como o que é feito no combate à inflação”, diz Barreto. Ainda dá pra economizar muito mais. Mas só o processo voluntário não é o suficiente. É preciso perguntar ao Governo por que ele não toma outras medidas”, diz.

 

Volume morto

 

Hoje, um segundo volume morto ainda pode ser acessado. Mas essa segunda alternativa não representa, necessariamente, a salvação.

– Esse segundo volume morto representaria 90 bilhões de metros cúbicos de água a mais. Mas o ponto é discutir as regras para operar esse volume – diz Barreto.

O biólogo explica que, usando essa alternativa e se a estiagem permanecer, no ano que vem não haverá reserva alguma para socorrer a crise do abastecimento.

– Acessando esse segundo andar do volume morto, você torna mais vulnerável o sistema para o ano que vem – diz.

Segundo Barreto, a obra para explorar essa nova reserva já foi autorizada, mas o acesso a ela ainda não foi permitido. E um dos órgãos responsáveis por autorizar esse acesso é a Agência Nacional de Água (ANA), órgão controlado pelo Governo federal e que, na sexta-feira passada, anunciou a sua saída do Grupo de Técnico de Assessoramento para a Gestão do Sistema Cantareira (GTAG), por discordar da postura da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos sobre os limites adotados para a captação de água e abastecimento. Criado em fevereiro deste ano, o Grupo tinha como função assessorar a administração do armazenamento de água do Cantareira.

Segundo Barreto, para que a crise hídrica começasse a ser resolvida seria preciso que um esforço como o que aconteceu, involuntariamente, em 2001, ocorresse novamente.

– É preciso estabelecer uma meta de redução e ir além do ato voluntário – conclui.

 

Nova é esta Marina Silva – por Mino Carta

 

Da Carta Capital 

 

A candidata do PSB pratica a velha política enquanto prega o contrário. Destruiu o ideário de Eduardo Campos e talvez consiga demolir o próprio partido que representa

 

Não há quem segure a candidata Marina Silva nesta caminhada final rumo à eleição. Em Florianópolis, subiu ao palanque de Paulinho Bornhausen e com empenho apaixonado pediu votos para sua candidatura a senador. Precioso trunfo para o filho de Jorge Bornhausen, governador biônico de Santa Catarina durante a ditadura, liderança do ex-PFL e patriarca de uma das mais ricas famílias do estado. Direita reacionária na sua acepção mais desbragada.

Esta adesão eufórica à velha política assinala a enésima contradição de pregadora da nova. Uma análise da personagem do ponto de vista psicológico exibe, isto sim, uma nova Marina. A contida, austera ambientalista na qualidade de candidata em campanha mudou radicalmente o seu estilo, a ponto de pôr em xeque as crenças professadas até ontem.  A perspectiva do poder leva-a a renovar seu verbo e seus gestos e a buscar a companhia de quantos aparentemente haveriam de ser seus adversários, se não inimigos. Vale tudo para chegar lá, é o que se deduz sem maiores esforços.

Confesso minha surpresa. Marina Silva revela uma determinação obcecada  que não imaginava. Certo é que a candidatura de Eduardo Campos, sua plataforma, suas ideias, seus projetos e propósitos, Marina conseguiu destruir. Receio que logre ir além, para demolir o próprio Partido Socialista. Em lugar da nova política, temos a nova Marina.

 

Humoristas midiáticos

Há momentos de puro humorismo propiciados pela mídia nativa. No momento a Folha de S.Paulo celebra a instituição do ombudsman há 25 anos, de sorte a estabelecer a autocrítica dentro do próprio jornal. O Folhão se apressa a esclarecer, pomposo, que o exemplo não foi acompanhado pelas demais publicações brasileiras enquanto em vários países do mundo a prática salutar é adotada. O nome ombudsman, admito, me soa desagradável. De todo modo, tivesse funcionado sempre para valer, viveria física e moralmente esgotado.

A leitura e a audiência que parcimoniosamente dedico à mídia nativa me revelam o autêntico responsável por todos os males no momento padecidos pelo Brasil. Ou melhor, a responsável, Dilma Rousseff, a começar, pasmem, pela crise econômica mundial, que ninguém poupa, até a inflação e o desemprego. Mas os porcentuais não são bastante baixos em relação aos números globais? Segundo o Cérbero da família Marinho, o cão de três cabeças à porta do Hades, a presidenta maquia os dados. Ou finge ignorá-los?
Tudo é culpa da Dilma, até, quem sabe, o 7 a 1 imposto pela seleção alemã aos canarinhos, ou o tráfego congestionado, ou falta de luz em casa. Só mesmo a crescente, inexorável escassez de água em São Paulo não pode ser atribuída à presidenta. No caso, entretanto, o culpado, o governador, Alckmin, é prontamente perdoado e se prepara ao passeio eleitoral.

 

 

O fim dos oligopólios da midia está próximo

 

Do Correio do Brasil

 

Oito autores de blogs brasileiros, convidados para uma coletiva com a presidenta Dilma Rousseff, na tarde desta sexta-feira, ouviram da também candidata petista que, se vencer as eleições, não permitirá mais a existência do oligopólio da mídia conservadora, em curso no país. A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) atendeu a uma solicitação feita pelo Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé e pela Altercom.

Participaram da coletiva a professora Conceição Oliveira, representando o Blog Maria Frô, o advogado Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania), e os jornalistas Renato Rovai (Revista Fórum), Conceição Lemes (Viomundo), Altamiro Borges (Blog do Miro), Miguel do Rosário (O Cafezinho), Paulo Moreira Leite (247), e Kiko Nogueira (Diário do Centro do Mundo). Esta foi a primeira vez, em quase quatro anos, que a presidenta Dilma concede uma entrevista a blogueiros.

Aos entrevistadores, Dilma Rousseff disse que o oligopólio da mídia será extinto, caso se mantenha no cargo por mais quatro anos. Entre outras medidas, Dilma prometeu o fim da propriedade cruzada, quando uma mesma empresa é dona de empresas de rádio, TV, jornal e internet, o que já é previsto pela Constituição de 88 e jamais foi regulamentado. Os conglomerados mais atingidos, em uma eventual decisão desta magnitude, serão as Organizações Globo, os diários conservadores paulistanos Folha e Estado de S. Paulo; além da editora Abril, que edita a revista semanal de ultradireita Veja.

Segundo Dilma, a decisão de intervir na Comunicação nada tem de ‘bolivariana’, conforme tentam justificar empresários do setor e instituições ligadas ao patronato, quando se caminha nesta direção:

– Não é controle de conteúdo, mas de propriedade e de regulação econômica!

Dilma reforçou, ainda, a ideia de que um oligopólio prejudica a pluralidade cultural do país, uma vez que as diversas culturas regionais são ofuscadas. A “regulação econômica” também foi comentada pela presidenta que, no entanto, não detalhou como seria feita.

Primeiro turno

 

Caso a candidatura de Dilma Rousseff siga no ritmo atual, segundo tendência apresentada na pesquisa Datafolha, divulgada enquanto ela conversava com os blogueiros, poderá cumprir a promessa de instituir o marco econômico da mídia no país mais cedo do que imagina. Os números mostram que Dilma dobrou a vantagem sobre Marina Silva (PSB) e poderá vencer as eleições ainda no primeiro turno.

De acordo com a pesquisa, Dilma subiu três pontos e alcançou 40%, enquanto Marina caiu três, indo para 27%, e Aécio Neves (PSDB) oscilou um ponto para cima, chegando a 18% das intenções de voto. Com os 40% que candidata à reeleição pelo PT apresenta, diminuem, assim, as chances de haver segundo turno.

Assim, se a eleição fosse hoje, a petista terminaria a primeira etapa da disputa com 13 pontos à frente de Marina. Na pesquisa feita pelo instituto na semana passada, a vantagem de Dilma sobre Marina era de 7 pontos. A distância de 13 pontos é idêntica a que foi mostrada na véspera, na pesquisa Vox Populi/CartaCapital.

Em um eventual segundo turno entre Dilma e Marina, a presidenta aparece com 47%, contra 43% da ex-senadora e ministra do Meio Ambiente. Para a pesquisa nacional, o Datafolha entrevistou 11.474 pessoas em 402 municípios do País. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-00782/2014.